O Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, apelou ao reforço da humanidade, da coordenação interinstitucional e da prontidão na resposta às cheias que afectam a província de Manica, sublinhando que a protecção da vida humana deve assumir centralidade nas acções do Estado.
O apelo foi lançado este fim‑de‑semana, durante uma visita de trabalho aos distritos de Sussundenga e Mossurize, no âmbito da monitoria do alerta vermelho decretado pelo Conselho de Ministros e do acompanhamento directo das medidas de resposta e mitigação dos impactos das chuvas intensas.
Falando a autoridades locais, equipas técnicas e comunidades afectadas, o governante defendeu uma actuação articulada entre instituições do Estado, parceiros humanitários e lideranças comunitárias, considerando essencial a rapidez de resposta face ao agravamento da situação.
“Em situações de emergência, o centro da acção do Estado deve ser sempre a vida humana”, afirmou Fernando Rafael, destacando a necessidade de uma intervenção coordenada e eficaz no terreno.
Número de óbitos sobe para 27
A visita do ministro ocorre num contexto considerado crítico. Dados actualizados do Comité Operativo de Emergência (COE) indicam que o número de óbitos na província de Manica subiu para 27, maioritariamente resultantes de descargas atmosféricas e de pessoas arrastadas pelas águas das chuvas.
Os distritos de Chimoio, Gondola, Sussundenga, Vanduzi e Macate constam entre os mais afectados até ao momento.
Desde o início da época chuvosa, em Outubro, as chuvas já afectaram 7.961 pessoas, correspondentes a 1.691 famílias, em toda a província de Manica.
O sector da educação registou danos significativos, com 29 escolas afectadas, resultando na destruição de 51 salas de aula, situação que prejudica directamente 5.942 alunos.
No sector habitacional e agrícola, o impacto também é expressivo.
Habitações e campos agrícolas destruídos
As autoridades reportaram a destruição total de 619 casas, deixando centenas de famílias em situação de vulnerabilidade. No sector produtivo, 4.730 hectares de culturas agrícolas foram afectados, dos quais 271 hectares considerados totalmente perdidos, impactando 808 famílias camponesas.
Os prejuízos colocam desafios adicionais à segurança alimentar e à recuperação económica das comunidades rurais afectadas.
Durante a deslocação aos distritos de Sussundenga e Mossurize, Fernando Rafael visitou zonas severamente afetadas, manteve encontros com os Comités Locais de Gestão do Risco de Desastres e avaliou o grau de operacionalização das medidas de resposta em curso.
O governante reiterou o compromisso do Governo em continuar a mobilizar meios técnicos, humanos e logísticos para proteger as populações e reduzir os impactos das intempéries.
“O Governo vai continuar no terreno, a acompanhar a situação e a mobilizar recursos, com o objectivo de proteger as populações e minimizar os impactos das chuvas”, assegurou.





