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Ascultação ANAMOLA: “A nossa missão é ouvir, aprender e transformar essas vozes em propostas concretas”

Por Redacção Checka Moz.

O presidente do Partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA), Venâncio Mondlane, afirmou que a Auscultação Popular lançada pelo partido representa “um acto de soberania cidadã” e constitui um contributo directo para o Diálogo Nacional Inclusivo em curso no país.

“Este é um processo que pertence ao povo moçambicano. A nossa missão é ouvir, aprender e transformar essas vozes em propostas concretas para a reconstrução nacional”, sublinhou o líder da ANAMOLA, perante uma plateia composta por jovens, activistas sociais, académicos, jornalistas, professores e representantes de diferentes sectores da sociedade.

De acordo com o líder, o processo tem como objectivo recolher opiniões e propostas de todos os cantos do país para que a voz dos cidadãos comuns seja integrada no debate sobre o futuro político e institucional de Moçambique. Mondlane sublinhou que a iniciativa não se limitará às capitais nem aos centros urbanos, mas chegará às localidades, distritos e zonas mais recônditas, garantindo que “nenhuma voz moçambicana fique de fora deste exercício de escuta nacional”.

“Este é um processo que pertence ao povo moçambicano. O nosso compromisso é com a inclusão e com a reconstrução nacional através da participação directa dos cidadãos”, afirmou.

Escutar para reconstruir e integrar o Diálogo Nacional Inclusivo

Para a ANAMOLA, a auscultação popular é mais do que um exercício interno: é um instrumento de integração no Diálogo Nacional Inclusivo, espaço onde o partido reivindica o seu lugar como interlocutor legítimo. Segundo Mondlane, a verdadeira inclusão política exige abertura, escuta e vontade de partilhar o poder de decidir, valores que, segundo afirmou, “devem estar no centro de qualquer processo de reconciliação e reforma do Estado”.

“O diálogo nacional não deve ser apenas um encontro entre elites políticas, mas uma construção colectiva que nasce do povo e regressa ao povo”, reforçou Mondlane, destacando que a ANAMOLA pretende levar ao processo nacional as ideias recolhidas durante esta auscultação.

O dirigente acrescentou que o partido vai sistematizar todas as propostas recolhidas para as apresentar formalmente ao Comité Técnico do Diálogo Nacional Inclusivo, como contributo concreto da sociedade civil organizada e das bases populares.

O evento de lançamento reuniu jovens, activistas, académicos, jornalistas e representantes de diversas classes profissionais, num ambiente marcado por pluralidade e participação.
Para Mondlane, esta mobilização demonstra que “o futuro político do país não se decide em gabinetes, mas sim no encontro entre cidadãos que acreditam num Moçambique mais justo, livre e solidário”.

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