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Transacções digitais passam a integrar o sistema fiscal com nova legislação

Moçambique integra transacções digitais no sistema fiscal

Por Redacção Checka Moz.

Moçambique deu um passo decisivo na modernização do regime tributário ao introduzir, pela primeira vez, a tributação das transacções digitais e da economia electrónica, no âmbito das novas propostas legislativas apreciadas esta terça-feira, 02 de Dezembro de 2025, pelo Conselho de Ministros. As reformas integram o pacote fiscal submetido com carácter de urgência à Assembleia da República, por iniciativa do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo.

As alterações visam actualizar o sistema fiscal de acordo com a transformação tecnológica e económica, alargar a base tributária e reforçar a justiça fiscal num contexto em rápida digitalização.

Porta-voz do Governo explica os objectivos das reformas

Após a sessão, o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, detalhou que a revisão das leis tributárias tem como objectivo combater desigualdades, reduzir distorções fiscais, uniformizar critérios de tributação e preparar o Estado para uma economia cada vez mais digitalizada.

“A alteração visa modernizar e simplificar o Sistema Tributário Moçambicano; alargar a base tributária; introduzir a tributação da economia digital; e eliminar as distorções entre os diversos regimes de tributação existentes”, afirmou Impissa.

O porta-voz realçou que a digitalização do comércio e dos serviços exige novas regras fiscais que tornem o sistema mais transparente, mais equitativo e ajustado às práticas económicas actuais.

“Estamos a adequar o sistema fiscal ao novo ambiente digital e financeiro, reforçando mecanismos de transparência e de responsabilização”, acrescentou.

Transacções digitais entram formalmente no radar fiscal

Com estas reformas, qualquer actividade económica realizada por meios digitais: vendas online, prestação de serviços digitais, plataformas electrónicas, transferências associadas a comércio electrónico passa a estar sujeita às regras gerais de tributação em Moçambique.

A medida procura:

  • acompanhar a transição digital da economia,

  • reduzir a evasão fiscal,

  • formalizar actividades económicas emergentes,

  • e aumentar a equidade entre operadores digitais e tradicionais.

O envio das propostas ao Parlamento materializa o compromisso assumido pelo Presidente Chapo de modernizar o sistema fiscal e alinhá-lo com padrões internacionais de transparência e justiça.

As seis reformas convergem para um objectivo comum: fortalecer o Estado, ampliar a base tributária e preparar o país para um modelo económico mais digital, competitivo e sustentável.

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