Os restos mortais da moçambicana Helda Zeca Muianga, falecida a 28 de Janeiro em Leiria, Portugal, vítima da depressão Kristin, chegam esta semana a Maputo em voo da TAAG. A transladação, avaliada em 367.820 meticais, está integralmente coberta pelo seguro de viagem internacional que a jovem contratou antes de partir para Portugal.
A Embaixada de Moçambique em Portugal desempenhou papel central na confirmação da cobertura dos custos junto da seguradora. Inicialmente, a família da jovem mobilizou apoios de boa‑fé, desconhecendo que a apólice previa a transladação em caso de morte no estrangeiro.
Neste momento, o corpo encontra‑se em Lisboa, em processo de embalsamento, administrado por uma agência funerária. A chegada a Maputo está prevista entre quinta e sexta‑feira, onde será entregue à família.
Procedimentos após o óbito e importância do seguro de viagem
Um dia após o falecimento, a Embaixada recebeu informação sobre o infortúnio, numa altura em que Leiria estava sem energia eléctrica devido aos estragos da depressão Kristin, impossibilitando a conservação do cadáver. As autoridades moçambicanas diligenciaram para que o corpo fosse transferido para os serviços de medicina legal de Coimbra, a 75 quilómetros de Leiria, onde foi conservado e submetido a autópsia. A confirmação foi feita virtualmente pelos familiares em Maputo.
O episódio evidencia a relevância da contratação de seguros de viagem, mesmo quando não são obrigatórios, e da partilha de informações sobre apólices com pessoas de confiança.
“Este caso mostra como o seguro de viagem pode ser determinante em situações inesperadas e como é essencial que os segurados comuniquem os detalhes da cobertura a familiares ou pessoas próximas”, sublinhou uma fonte diplomática.





