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Resposta às cheias mobiliza acção dos partidos políticos em apoio às vítimas

Por Redacção Checka Moz.

A situação de emergência provocada pelas cheias que assolam várias regiões do país tem mobilizado diversas forças políticas, que avançaram com iniciativas de solidariedade humanitária em apoio às populações afectadas, sobretudo na província de Maputo.

As acções incluem doações de alimentos, disponibilização de espaços para acolhimento temporário e intervenções directas junto das comunidades mais vulneráveis.

Frelimo doa 10 toneladas de alimentos na província de Maputo

A Frelimo anunciou a doação de cerca de 10 toneladas de alimentos destinados a apoiar as vítimas das inundações na província de Maputo. O anúncio foi feito pelo chefe da brigada central de assistência do partido à província, Francisco Mucanheia, à margem de uma visita ao centro de acolhimento de Chinonanquila, no município da Matola‑Rio.

“O nosso secretário‑geral encontra‑se na Matola a trazer cerca de 10 toneladas de alimentos para apoiar as famílias afectadas em toda a província”, afirmou Francisco Mucanheia.

Para além do donativo, o partido passou a disponibilizar diariamente 300 pães ao centro de acolhimento de Chinonanquila, que actualmente alberga cerca de 250 pessoas, correspondentes a 90 famílias.

Segundo o dirigente, entre as necessidades mais urgentes das famílias afectadas constam esteiras, colchões, cobertores, redes mosquiteiras, produtos de higiene e alimentos. Mucanheia defendeu uma resposta imediata para garantir utensílios básicos nos 21 centros de acolhimento existentes na província, de modo a prevenir a eclosão de doenças, apesar da presença de postos de saúde em cada local.

O responsável referiu ainda que toda a máquina administrativa do Governo se encontra mobilizada, com equipas no terreno a prestar apoio nas zonas mais afectadas.

Apelo à união e a soluções definitivas

Francisco Mucanheia apelou à adopção de soluções estruturais e definitivas para reduzir o sofrimento das populações e convidou outros partidos políticos, organizações e voluntários a contribuírem com apoio humano e material.

“É importante que todas as forças políticas se juntem a este esforço, evitando mensagens que desencorajem a saída das populações das zonas de risco”, sublinhou.

Durante a visita, foi ainda constatada a interrupção da via que liga os municípios da Matola‑Rio e Boane, bem como danos registados em infra‑estruturas locais.

ANAMOLA disponibiliza delegações como centros de acolhimento

Entretanto, o partido ANAMOLA anunciou a disponibilização das suas sete delegações como centros de acolhimento e apoio às vítimas das cheias. A informação foi avançada pelo líder do partido, Venâncio Mondlane, que indicou que as estruturas estão abertas para acolher pessoas desamparadas e sem abrigo.

“Todas as pessoas que estiverem desamparadas e sem tecto, no âmbito das cheias, podem recorrer às nossas delegações como centros de ajuda”, afirmou.

Mondlane acrescentou que a Comissão Executiva do partido irá deslocar‑se a várias províncias para a realização de acções práticas de apoio directo às populações afectadas.

RENAMO realiza acção solidária na Matola

Por sua vez, a RENAMO realizou uma acção de solidariedade junto de famílias severamente afectadas pelas chuvas na Machava Pinheiros, no município da Matola. A iniciativa foi liderada pela Delegada Política da Cidade da Matola, Milena Jossinai, acompanhada por membros da Assembleia Municipal.

No local, a comitiva constatou o cenário de várias casas inundadas e apelou à prevenção de doenças, recomendando a fervura da água para consumo e o uso de redes mosquiteiras, face ao aumento do risco de cólera e malária durante a época chuvosa.

A RENAMO reafirmou o compromisso de continuar a acompanhar o sofrimento das populações e defendeu a necessidade de soluções duradouras para os problemas estruturais que afectam os munícipes da Matola.

As iniciativas em curso demonstram um alargamento da resposta humanitária, com envolvimento activo de diferentes partidos políticos num contexto de calamidade. As autoridades reiteram, entretanto, que a coordenação institucional e a observância das orientações oficiais continuam a ser fundamentais para proteger vidas e reduzir os impactos das cheias.

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