O Governo moçambicano deu início, hoje, ao processo de reabilitação progressiva da Estrada Nacional Número Um (EN1), com o lançamento da primeira pedra das obras no troço Gorongosa–Caia, numa extensão de 84 quilómetros. A cerimónia, realizada no distrito de Maringuè, província de Sofala, foi dirigida pelo Ministro dos Transportes e Logística, João Jorge Matlombe.
A intervenção marca o arranque formal da primeira fase do compromisso assumido pelo Governo de reabilitar, de forma faseada e sustentável, toda a espinha dorsal rodoviária do país, uma medida reiterada recentemente na apresentação das Considerações Finais do PESOE 2026 pela Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi.
A reabilitação da EN1 é considerada uma prioridade nacional, dada a sua importância para a circulação de pessoas, bens e serviços ao longo da costa e interior do país. Nos últimos anos, vários troços da via têm registado degradação severa, afectando a segurança rodoviária, aumentando custos logísticos e dificultando o acesso aos serviços sociais.
Durante a sessão parlamentar dedicada ao PESOE 2026, a Primeira-Ministra destacou os avanços já visíveis em outros segmentos da via.
“No que concerne a Estrada Nacional n.º 1, prosseguiremos com a mobilização de recursos e a implementação das acções que estão a ser levadas a cabo, o que está a permitir a melhoria paulatina das condições de transitabilidade desta rodovia, como se pode constatar nos troços Rio Save–Muxúnguè–Inchope, Inchope–Gorongosa e Nicoadala–Namacurra.”
O início das obras em Sofala insere-se, portanto, num plano progressivo que visa restaurar total funcionalidade à EN1, melhorar a circulação e reduzir vulnerabilidades de troços historicamente sujeitos a erosão, crateras e interrupções sazonais.
EN1 é estratégica para a integração económica e social
A estrada nacional mais importante do país liga o Norte ao Sul, garantindo:
circulação de produtos agrícolas e industriais;
abastecimento aos grandes centros urbanos;
mobilidade de trabalhadores, estudantes e doentes;
fortalecimento do comércio interno;
integração entre províncias e mercados regionais.
A sua reabilitação é vista pelo Executivo como um factor essencial para dinamizar a economia, reduzir custos operacionais das empresas, impulsionar investimentos e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.
A Primeira-Ministra reforçou que a melhoria das infra-estruturas rodoviárias integra os pilares de Transformação Estrutural da Economia e de Infra-estruturas, Organização e Ordenamento Territorial, previstos no PESOE 2026.
Investimentos contínuos vão consolidar a recuperação da via
Nas Considerações Finais, Maria Benvinda Levi reafirmou que o Governo continuará a priorizar obras que garantam maior segurança e manutenção preventiva das ligações rodoviárias nacionais.
“Prosseguiremos com medidas e acções focadas na melhoria das fontes de arrecadação de receitas para o Estado, ao mesmo tempo que prosseguiremos com o processo de racionalização da despesa pública, tendo como objectivo último assegurar a manutenção da estabilidade macroeconómica e acelerar o crescimento do PIB do país.”
A estabilidade macroeconómica, apontou, é condição essencial para garantir a continuidade das obras da EN1 e de outras infra-estruturas estratégicas.
O início da reabilitação deste troço da EN1 materializa o compromisso assumido pelo Presidente Daniel Chapo de restaurar progressivamente a estrada, devolvendo segurança, fluidez e dignidade a uma via que serve milhões de moçambicanos ao longo de todo o território.
Com o avanço das obras e a mobilização contínua de recursos, o Executivo acredita que o país poderá, nos próximos anos, garantir uma EN1 reabilitada, resiliente e capaz de sustentar o crescimento económico e a coesão social.





