Mais de 110 pessoas foram resgatadas com vida de zonas severamente inundadas nos distritos de Chókwè e Guijá, na província de Gaza, durante uma operação de busca e salvamento realizada este domingo por uma equipa multissetorial coordenada pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
As operações decorreram em áreas de difícil acesso, onde a subida repentina do nível das águas deixou dezenas de pessoas isoladas e em situação de elevado risco.
Entre os cidadãos retirados das zonas afectadas encontram‑se idosos, jovens e crianças, bem como uma mulher grávida em estado avançado de gestação, que apresentava sinais de debilidade extrema e estava prestes a entrar em trabalho de parto.
Algumas vítimas encontravam‑se refugiadas em árvores, após terem sido surpreendidas pelo rápido alagamento das áreas onde se encontravam, segundo informações das equipas de resgate no terreno.
Evacuação urgente para unidade hospitalar
O Director Regional Sul do INGD, Cândido Mapute, explicou que a mulher grávida resgatada se encontrava em estado clínico grave, tendo sido imediatamente evacuada para uma unidade sanitária.
“A mulher grávida apresentava sinais graves de debilidade e foi prontamente evacuada para o hospital do distrito do Chongoene, onde está a receber assistência médica especializada”, afirmou Cândido Mapute.
No quadro das acções de resposta à emergência provocada pelas cheias, o INGD mantém mobilizados quatro helicópteros e 14 embarcações, que se encontram em prontidão para reforçar as operações de busca, salvamento e evacuação de populações em risco.
Os meios estão actualmente posicionados para intervir nos distritos de Chókwè, Chibuto e Guijá, considerados entre os mais afectados pelo aumento dos caudais dos rios e pelas inundações.
Operações continuam no terreno
As autoridades reiteram que as operações de resgate prosseguem enquanto persistirem situações de risco, apelando às populações que se encontram em zonas baixas ou propensas a inundações para abandonarem preventivamente esses locais e seguirem as orientações das equipas de emergência.
O INGD sublinha que a prioridade absoluta continua a ser a salvaguarda da vida humana, num contexto de chuvas intensas que continuam a afectar várias regiões do país.





