A Polícia da República de Moçambique (PRM) celebrou o seu 51.º aniversário num contexto em que foi reforçado o apelo ao combate à corrupção, ao crime organizado e ao fortalecimento da ordem e segurança públicas no país.
O Presidente da República, Daniel Chapo, sublinhou o papel da corporação na garantia da tranquilidade pública e na protecção dos cidadãos, destacando o compromisso diário dos seus efectivos em todo o território nacional.
Durante a cerimónia, foi enaltecido o envolvimento da PRM e das restantes Forças de Defesa e Segurança em operações de resposta a calamidades naturais, bem como em acções de salvamento e resgate realizadas em diferentes pontos do país.
O contributo da corporação no combate ao terrorismo no norte de Moçambique e na reposição da ordem pública em momentos de tensão social também foi destacado.
“Temos ainda viva a memória do vosso envolvimento nas acções de salvamento e resgate durante as inundações, cheias e ciclones que assolaram o país no início deste ano, onde demonstraram elevado espírito de sacrifício, prontidão e solidariedade, em estreita coordenação com outras instituições do Estado e outras forças de defesa e segurança”, reconheceu o Presidente da República.
Combate à corrupção e disciplina interna
O combate à corrupção foi apontado como uma prioridade central, com o Chefe do Estado a defender uma actuação firme e exemplar dentro e fora da corporação.
O Presidente da República alertou para a necessidade de não haver complacência na luta contra este fenómeno.
“O combate à corrupção deve continuar a ser uma prioridade absoluta no país. Os resultados alcançados nos últimos meses são encorajadores, mas não se deve relaxar e dormir à sombra da bananeira”, alertou Daniel Chapo.
Num outro momento, o Chefe do Estado reforçou a necessidade de rigor na responsabilização interna.
“Havendo provas, não hesitem em punir os membros da PRM que se envolvem nesse ou em outros tipos de crimes, porque queremos que a PRM seja um santuário de justiceiros e não uma gruta de criminosos”, afirmou o Presidente da República.
Entre as preocupações destacadas constam o combate ao terrorismo, aos raptos, à criminalidade organizada e à sinistralidade rodoviária.
“O combate aos raptos deve continuar a ser uma prioridade absoluta no país. Os resultados alcançados nos últimos meses são encorajadores, mas não se deve relaxar e dormir à sombra da bananeira”, advertiu o Chefe do Estado.
O Presidente da República sublinhou ainda o carácter da PRM como instituição nascida do povo e ao serviço do povo, defendendo uma actuação mais próxima, humana e eficaz.
“A Polícia da República de Moçambique nasceu do povo para servir o povo. Este princípio deve continuar a orientar a actuação da nossa Polícia, garantindo uma presença firme, mas também humana, próxima e sensível às preocupações do povo”, sublinhou Daniel Chapo.





