O presidente da Renamo, Ossufo Momade, endureceu o discurso contra as divisões internas no partido, acusando grupos dissidentes de minarem a unidade e de tentarem criar uma nova formação política.
Momade abordou diretamente o caso de António Muchanga, esclarecendo que o dirigente não foi expulso, mas sim suspenso após advertências formais.
“Ele não foi expulso, foi suspenso. Porque primeiro foi chamado e foi advertido”, disse Momade, sublinhando que a medida visou preservar a disciplina interna e evitar a destruição da imagem do partido.
Expulsão de Raúl Domingos
O líder da Renamo destacou que apenas Raúl Domingos foi expulso pelo Conselho Nacional, reforçando que medidas disciplinares continuarão a ser aplicadas contra quem comprometer a unidade.
“O único elemento que foi expulso dentro da Arena foi Raúl Domingos. Se brincarem, o Conselho Nacional vai tomar as suas medidas”, sublinhou.
Momade acusou dissidentes de promoverem campanhas “antivoto” nas últimas eleições e de recolherem 20 mil assinaturas para criar um novo partido.
“Esses têm um objectivo. Querem criar partido. Ninguém pode entregar a sua assinatura”, disse.
O presidente da Renamo apelou à vigilância dos militantes e à rejeição de divisões internas:
“Estamos juntos, meus irmãos. Temos que estar atentos. O inimigo tem muitas formas de agir.”
Momade reforçou que a frente política deve permanecer coesa para enfrentar os desafios eleitorais e preservar a imagem do partido.





