A Coordenadora Residente das Nações Unidas em Moçambique, Catherine Sozi, destacou esta semana a liderança política clara do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, e a coordenação técnica eficaz das autoridades nacionais na resposta às recentes cheias que afectaram sobretudo as províncias do sul.
Segundo a responsável da ONU, a articulação entre o Governo central, as estruturas provinciais e os parceiros humanitários permitiu acelerar operações de busca, resgate e assistência alimentar. O reconhecimento incidiu particularmente sobre o papel do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), que coordenou no terreno os centros de acomodação, a distribuição de bens essenciais e o levantamento preliminar de danos.
Nos dias mais críticos da emergência, o Presidente Chapo:
- Convocou sessões de trabalho com o Conselho de Ministros;
- Declarou níveis elevados de alerta;
- Deslocou‑se às zonas afectadas;
- Criou uma sala de operações para monitoria contínua da situação;
- Activou soluções logísticas alternativas quando a circulação rodoviária ficou comprometida.
Num episódio amplamente divulgado, ordenou a aproximação de uma aeronave para resgatar pessoas isoladas em áreas inundadas, gesto simbólico que reforçou a mobilização institucional.
Desafios estruturais e elemento relevante no debate público
As Nações Unidas lançaram um apelo financeiro para apoiar as populações afectadas, estimando em centenas de milhares o número de pessoas impactadas. O reconhecimento internacional surge num momento em que Moçambique volta a confrontar problemas recorrentes:
- Ocupação de zonas de risco;
- Fragilidade das infra‑estruturas;
- Pressão sobre sistemas de drenagem urbana.
Especialistas alertam que, embora a resposta imediata tenha sido eficaz, é necessário investir continuamente em prevenção, ordenamento territorial e adaptação climática.
O posicionamento da ONU introduz uma validação externa da capacidade de comando institucional durante a fase mais aguda da crise. Num país habituado a ciclos de cheias, onde a avaliação da actuação do Estado raramente é unânime, este reconhecimento representa um sinal de confiança internacional na coordenação nacional.





