O Partido Nova Democracia (ND) reafirmou o seu compromisso com o Diálogo Nacional Inclusivo, considerando-o um símbolo de esperança e unidade nacional, capaz de conduzir Moçambique a um novo ciclo de reconciliação, desenvolvimento e confiança mútua.
O posicionamento foi apresentado esta terça-feira, em Maputo, pelo Presidente do partido, Salomão Muchanga, durante a conferência de imprensa que marcou o lançamento da Primeira Conferência Nacional de Quadros, a realizar-se nos dias 5 e 6 de Dezembro de 2025.
“Sobre as opções de desenvolvimento, os sistemas políticos eleitorais e os modelos de governação no quadro do Diálogo Nacional Inclusivo, apraz-nos dizer que não há memória nem paralelo no país de um diálogo tão inclusivo quanto este que estamos a ter. Ainda há esperança em Moçambique”, afirmou Muchanga.
O líder da Nova Democracia defendeu que o Diálogo Nacional Inclusivo representa um marco sem precedentes na história política recente do país, e deve servir para aprofundar a participação dos cidadãos e redefinir as prioridades de desenvolvimento.
“Os recursos minerais são abundantes. A terra é fértil para a agricultura. Os parques naturais são de referência internacional. As praias são atraentes para o turismo. Os jovens são habilidosos e corajosos, e as mulheres são proactivas e fortes. Só lhes falta financiamento”, destacou.
Muchanga afirmou que, ao reunir diferentes sensibilidades, o diálogo inclusivo “reforça a confiança na nação e desperta a consciência colectiva para um futuro comum”, sublinhando que a esperança deve transformar-se em acção política e social.
Conferência Nacional de Quadros: um passo para a mudança
A Primeira Conferência Nacional de Quadros, segundo Muchanga, servirá para consolidar a estratégia política 2026–2030 da Nova Democracia e preparar o partido para os desafios da governação e da participação democrática.
“Lançamos esta conferência para despertar a militância, equipar os combatentes da liberdade e comprometer os quadros com o serviço à nação”, explicou.
O encontro, que reunirá 250 delegados de todas as províncias e representantes da diáspora moçambicana em Portugal, Alemanha, África do Sul, Eslováquia e Malásia, terá como temas principais o diálogo nacional inclusivo, a descentralização, o sistema político-eleitoral e a reconciliação nacional.
“Vamos abordar o diálogo nacional, o posicionamento do partido sobre a governação, as forças de paz, a economia, a reconciliação e a descentralização. Tudo isto convoca-nos a organizar o partido como uma plataforma de luta e mudança”, afirmou.
Num tom de motivação e fé no futuro, o líder do ND apelou à resiliência e à união dos moçambicanos, afirmando que o país possui as ferramentas necessárias para reconstruir o seu destino.
“O diálogo fertiliza a consciência nacional da mudança. Nunca mais em Moçambique as coisas serão as mesmas. O povo moçambicano sonha com a mudança. A nossa dívida com Moçambique é de compromisso político, de ruptura com o sistema obsoleto e de construção de um futuro de dignidade”, afirmou.





