O Governo provincial de Nampula está a reforçar a distribuição de alimentos e bens essenciais às famílias deslocadas que fugiram dos ataques terroristas no distrito de Memba. De acordo com as autoridades, mais de 35.000 pessoas encontram-se actualmente acolhidas em diversos postos administrativos, incluindo Alua e Meliva, após percorrerem longas distâncias em busca de segurança.
O Governador da província, Eduardo Abdula, explicou que o fluxo contínuo de famílias tem aumentado a pressão sobre a capacidade de resposta da província, sendo necessário intensificar a assistência alimentar e logística para garantir um apoio adequado aos deslocados.
Campanha de solidariedade mobiliza empresários locais
Para responder à emergência, Eduardo Abdula lançou uma campanha de solidariedade, que já começou a receber apoio de empresários e parceiros privados. Estes disponibilizaram alimentos e transporte gratuito para assegurar que os produtos cheguem rapidamente às comunidades mais afectadas.
Entre os bens recebidos encontram-se:
• 200 sacos de farinha,
• 100 sacos de arroz,
• 50 caixas de sopa,
• 20 caixas de massa de tomate,
• 20 embalagens de açúcar.
O Governador garantiu que toda a ajuda será distribuída de forma imediata, sem armazenamento prolongado.
“Nós não vamos acumular os produtos aqui. Na medida em que vamos receber, vamos enviar. Temos outros parceiros que estão-nos a doar o transporte gratuito,” afirmou Eduardo Abdula.
Deslocados espalham-se por vários distritos da província
Embora a maior concentração de deslocados esteja no posto administrativo de Alua, as autoridades registam chegadas constantes de famílias em outros pontos da província, incluindo:
• Nacala-Porto,
• Nacala-Velha,
• Ilha de Moçambique,
• Malema.
As estimativas actuais apontam para cerca de 36.000 deslocados, número que continua a subir diariamente devido à instabilidade no distrito de Memba.
Governo garante reforço da assistência alimentar
O Governador reiterou que a prioridade imediata é assegurar comida às famílias recém-chegadas, reforçando a coordenação com parceiros humanitários e sector privado para mobilizar mais recursos.
“Estão a ser canalizados, prioritariamente, alimentos a essas famílias, e continuamos a trabalhar com os nossos parceiros na mobilização de mais recursos,” disse Eduardo Abdula.
A província mantém equipas no terreno para reforçar a vigilância, a logística e o apoio social, especialmente com a aproximação da época chuvosa, que poderá dificultar o acesso às zonas mais remotas.





