O Movimento VAMOS – Valentes Moçambicanos anunciou que está a preparar uma petição formal para solicitar o cancelamento do registo do partido Anamola, alegando que a formação política promove actos contrários à ordem constitucional e à estabilidade social.
A iniciativa deverá ser submetida às entidades competentes da República de Moçambique e, segundo o movimento, baseia-se em alegadas práticas reiteradas de incitação à violência, promoção da desordem pública e estímulo à divisão social.
Em comunicado, o VAMOS sustenta que as acções atribuídas ao Anamola são incompatíveis com os princípios do Estado de Direito Democrático, defendendo que tais condutas configuram fundamentos suficientes para o cancelamento do registo partidário.
O movimento considera que a democracia não deve ser utilizada como cobertura para práticas que atentem contra a paz, a unidade nacional e o funcionamento das instituições.
Apelo à responsabilização política
No mesmo posicionamento, o VAMOS apela aos membros e simpatizantes do Anamola a reflectirem sobre o seu alinhamento político, incentivando a adesão a formações que, segundo defende, respeitem a legalidade e os valores republicanos.
A organização sustenta que o país necessita de actores políticos comprometidos com a estabilidade e o desenvolvimento.
O comunicado faz ainda referência ao político Venâncio Mondlane, apontando que o seu espaço político e jurídico estaria a tornar-se mais limitado face a alegadas evidências que pesam contra si.
Segundo o VAMOS, declarações públicas atribuídas ao político reforçam a percepção de condutas incompatíveis com os princípios democráticos e o respeito pelas instituições.
O movimento conclui reafirmando a confiança nas instituições do Estado, defendendo que nenhuma acção de desestabilização poderá sobrepor-se à lei.
O VAMOS termina com um apelo à responsabilidade colectiva, sublinhando a necessidade de preservação da ordem, da estabilidade e do futuro do país.
Até ao momento, não há reacção pública do partido Anamola às acusações.





