A advogada Thera Rosalina Joaquim Dai foi eleita, no sábado (25), bastonária da Ordem dos Advogados de Moçambique, tornando-se a primeira mulher a liderar a instituição desde a sua criação, há 32 anos.
Dai sucede a Carlos Martins após vencer o escrutínio nacional com 783 votos, numa eleição disputada por quatro candidatos. Stayleir Marroquim obteve 463 votos, Pedro Macaringue 414 e Samuel Hlavanguane 108.
A votação decorreu em todo o país, no âmbito do processo de renovação dos órgãos sociais da Ordem dos Advogados de Moçambique. O escrutínio foi marcado por apelos à preservação da independência da instituição e ao reforço do seu papel na defesa do Estado de Direito.
Na sua primeira reacção após a divulgação dos resultados, Thera Dai destacou a intenção de promover uma Ordem mais inclusiva e representativa, com enfoque na valorização dos advogados em todas as províncias.
“É importante que cada um destes advogados se sinta, efectivamente, representado por aquilo que foram os manifestos apresentados, sendo a inclusão um dos pilares essenciais”, afirmou.
A nova bastonária sublinhou ainda a importância dos conselhos provinciais na estrutura da Ordem, defendendo o seu papel na representação dos profissionais fora dos principais centros urbanos.
“Os nossos Conselhos Provinciais têm a missão de agregar, mas também de representar os colegas que estão nas demais províncias”, referiu.
Novo ciclo na Ordem dos Advogados
Thera Dai inicia funções para o mandato 2026–2029, num contexto de expectativas centradas no reforço institucional da Ordem, na melhoria das condições de exercício da advocacia e na modernização dos serviços prestados aos membros.
A Ordem dos Advogados de Moçambique conta com cerca de quatro mil membros, sendo a cidade de Maputo o maior círculo, seguida da província de Maputo e da cidade da Beira.
A validação formal dos resultados deverá ainda ser feita pelos órgãos competentes da instituição, antes da tomada de posse da nova direcção.





