A Directora Nacional do Género, Seana Daúd, ressaltou ontem, a importância de uma coordenação multissetorial e integrada no combate à violência baseada no género e ao feminicídio, durante a cerimónia de lançamento da Campanha Nacional de Combate à Violência Baseada no Género e Feminicídio, realizada em formato híbrido.
O lançamento da campanha insere-se no esforço contínuo do Estado moçambicano para enfrentar a persistência e gravidade da violência baseada no género e do feminicídio, fenómenos que constituem desafios estruturais com impactos profundos na dignidade humana, na coesão social e no desenvolvimento sustentável do país.
O processo de elaboração da campanha iniciou-se em setembro de 2025 e envolveu uma ampla participação de instituições governamentais, sociedade civil, parceiros de cooperação, setor privado, academia, líderes comunitários e religiosos, permitindo uma análise articulada dos principais fatores que contribuem para esses crimes e a identificação de medidas prioritárias de prevenção, protecção, assistência e responsabilização.
Plano de implementação até 2029
A campanha será acompanhada de um plano de implementação nacional com vigência até 2029, sistematizando ações estratégicas que envolvem:
- Sensibilização comunitária;
- Capacitação de actores-chave;
- Reforço dos mecanismos de atendimento integrado às vítimas;
- Promoção do envolvimento activo de homens, jovens, líderes comunitários e religiosos na prevenção da violência.
O evento funciona como plataforma estratégica de mobilização institucional e social, promovendo uma atuação coordenada entre diferentes atores e níveis de intervenção.
“Lançamos um instrumento estruturante orientado para o reforço da consciência pública, transformação de normas sociais, promoção da denúncia e acesso aos serviços de protecção e apoio. O fortalecimento da coordenação intersetorial e da capacidade institucional melhora a aplicação do quadro legal vigente e assegura a responsabilização efetiva dos agressores”, afirmou a Directora Nacional.
A Directora concluiu sua intervenção reforçando o compromisso com a vida e dignidade das mulheres e raparigas, destacando que a campanha representa uma ação coletiva e estruturada contra a violência baseada no género e feminicídio.





