O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, apresentou os avanços de Moçambique na implementação do Mecanismo Africano de Revisão de Pares (MARP), durante o Fórum Africano dos Chefes de Estado e de Governo dos países membros, realizado na Etiópia.
No seu discurso, Chapo destacou o papel do mecanismo como expressão da maturidade institucional africana:
“A África demonstrou ao mundo que a liberdade de conquista é uma realidade. Hoje demonstramos igualmente como africanos que a boa governação se constrói. O MARP é uma das mais nobres expressões de maturidade institucional do nosso continente.”
Áreas prioritárias de acção
O Chefe de Estado sublinhou que Moçambique tem concentrado esforços em quatro áreas principais:
- Democracia e governação política inclusiva – com destaque para o processo de desmobilização, desarmamento e reintegração dos antigos combatentes da Renamo, consolidando o diálogo e a reconciliação nacional.
- Governação e gestão económica – criação do Gabinete de Reformas e Projectos Estratégicos, para reformar o Estado com transparência, integridade e responsabilidade.
- Governação corporativa e desenvolvimento socioeconómico – combate à corrupção e aposta na digitalização dos serviços públicos, visando maior transparência e eficiência.
- Industrialização e crescimento sustentável – investimentos em agricultura, energia, infra‑estruturas, corredores de desenvolvimento e turismo.
Daniel Chapo apontou a industrialização como eixo central do desenvolvimento económico, destacando:
- A inauguração da fábrica de processamento de grafite em Nipepe (Niassa);
- A retoma dos projectos de gás no Rovuma (Cabo Delgado);
- O reforço dos investimentos em sectores estratégicos como agricultura e turismo.
“Estamos a digitalizar os serviços públicos para criar melhor transparência, prestar melhor serviço público ao povo moçambicano com integridade, responsabilidade e competência”, afirmou.
Antes de concluir, o Presidente agradeceu o apoio dos países africanos face às cheias e inundações que afectam Moçambique:
“Queria aproveitar esta ocasião para agradecer a solidariedade dos países africanos, todos aqui presentes, sobre as cheias e inundações que estão a acontecer em Moçambique.”





