Moçambique prevê atingir uma produção de pescado de cerca de 549.533 toneladas na campanha de 2026, representando um crescimento de 0,3% em relação à época anterior, numa estratégia orientada para o reforço da economia azul e aumento da renda das comunidades costeiras.
O anúncio foi feito pelo Secretário de Estado do Mar e Pescas, Momade Juízo, durante a abertura da Campanha de Pesca 2026, na cidade da Beira, sob o lema “Por uma Pesca e Aquacultura Desenvolvida, Responsável e Sustentável”.
As projecções indicam que a pesca de pequena escala continuará a liderar a produção, com 512.964 toneladas, representando mais de 90% do total.
Já a pesca industrial e semi-industrial deverá contribuir com 25.925 toneladas, enquanto a aquacultura está projectada para alcançar 10.644 toneladas.
“A campanha pesqueira passada foi marcada por uma produção na ordem de 518 mil toneladas, avaliada em cerca de 34 mil milhões de meticais”, destacou Momade Juízo.
Governo aposta em gestão sustentável dos recursos
Para garantir a sustentabilidade do sector, o Governo prevê implementar planos locais de gestão pesqueira em zonas estratégicas das províncias de Sofala e Nampula.
A iniciativa visa criar áreas de gestão comunitária e promover a recuperação dos recursos, reduzindo a pressão sobre os ecossistemas marinhos.
No domínio da aquacultura, o Executivo pretende dinamizar a produção através do financiamento da cadeia de valor, criação de unidades demonstrativas, reforço da assistência técnica e certificação de insumos.
Estão igualmente previstas medidas para acelerar o licenciamento da actividade e melhorar a capacidade produtiva dos aquacultores.
Financiamento e investimento em expansão
O Governo está a mobilizar recursos para impulsionar o sector, incluindo parcerias com instituições financeiras internacionais interessadas em apoiar projectos de pesca e aquacultura.
“O Governo continuará a empreender esforços para mobilizar recursos para o financiamento do sector produtivo nacional”, afirmou o dirigente.
Durante o lançamento da campanha, foram entregues insumos aquícolas, como ração e alevinos, a piscicultores afectados por cheias e inundações, bem como motorizadas a extensionistas, no âmbito do Projecto de Desenvolvimento da Pesca Resiliente.
Com estas medidas, o país pretende consolidar a pesca como um sector estratégico para o crescimento económico, segurança alimentar e geração de emprego, reforçando o papel da economia azul no desenvolvimento sustentável.





