O processo preparatório para o Recenseamento Geral da População e Habitação de 2027 já entrou numa fase operacional, com o arranque da recolha de dados cartográficos em todo o território nacional, uma etapa considerada crucial para garantir a qualidade e abrangência da operação.
A informação foi avançada pelo Director de Estatísticas Demográficas, Vitais e Sociais no Instituto Nacional de Estatística (INE), Pedro Duce, no quadro das sessões do Conselho Superior de Estatística e do Conselho Coordenador do Recenseamento.
Segundo Pedro Duce, a actualização cartográfica arrancou este mês de Março e envolve 825 agentes cartógrafos, distribuídos por todo o país, trabalhando em diferentes fases, de acordo com as características de cada distrito.
“Foi lançado o processo de recolha de dados cartográficos que vão dar suporte à realização do Recenseamento Geral da População e Habitação”, explicou Pedro Duce.
O objectivo é garantir que todas as unidades territoriais estejam devidamente identificadas e actualizadas antes da recolha dos dados populacionais.
Planeamento ajustado à realidade dos distritos
Os 161 distritos foram classificados com base na sua dimensão e densidade populacional, determinando o tempo necessário para a conclusão da cartografia, que pode variar entre um e dez meses.
A primeira fase incide sobre os distritos que exigem mais tempo de trabalho, assegurando que todo o processo esteja concluído até Março de 2027.
Em nome do Governo, a Primeira-Ministra destacou a relevância do censo como instrumento essencial para o desenvolvimento do país, sublinhando a necessidade de coordenação entre todos os sectores.
“O censo é a operação estatística mais abrangente que o país tem e exige a articulação de todos os sectores para garantir resultados de qualidade”, destacou a Primeira-Ministra.
O processo conta com financiamento inicial já mobilizado, incluindo cerca de 12 milhões de dólares destinados à cartografia, com apoio do Banco Mundial.
Estão igualmente assegurados meios tecnológicos, como tablets, e recursos logísticos para permitir a cobertura integral do território nacional.
O Recenseamento Geral da População e Habitação de 2027 deverá fornecer dados actualizados e fiáveis, fundamentais para a formulação de políticas públicas e para o planeamento do desenvolvimento económico e social de Moçambique.





