Moçambique poderá acolher uma nova unidade industrial dedicada à montagem de autocarros eléctricos, num projecto que poderá criar mais de 3.000 postos de trabalho e reforçar o processo de industrialização do país.
O interesse foi manifestado por uma delegação da empresa chinesa SG Automotive Group Co., Ltd., que manteve um encontro com o Ministro da Economia, Basílio Muhate, no âmbito de uma missão empresarial de dez dias destinada a avaliar oportunidades de investimento no mercado moçambicano.
Durante a reunião, os representantes da empresa apresentaram o interesse em instalar no país uma unidade de montagem de veículos, incluindo autocarros eléctricos, camiões e outros equipamentos do sector automóvel.
Com cerca de três décadas de experiência na indústria automóvel, a empresa pretende analisar as condições logísticas, industriais e comerciais antes de avançar para uma decisão de investimento.
Moamba surge como localização potencial
Entre as opções em análise, o Parque Industrial de Moamba foi apontado como possível local para a instalação da futura unidade industrial.
Caso se concretize, o projecto poderá impulsionar o desenvolvimento económico da região, dinamizar cadeias de fornecimento locais e contribuir para a transferência de conhecimento tecnológico.
Na ocasião, o Ministro da Economia afirmou que o interesse demonstrado pelos investidores está em sintonia com a estratégia do Governo de atrair investimento produtivo e fortalecer a base industrial do país.
Segundo Basílio Muhate, iniciativas desta natureza representam uma oportunidade para expandir a capacidade industrial nacional, gerar emprego e estimular o crescimento económico sustentável.
O governante acrescentou que o país tem vindo a trabalhar para criar condições favoráveis à instalação de novas indústrias, apostando em infra-estruturas, melhoria do ambiente de negócios e valorização do capital humano.
Plataforma para o mercado regional
A localização estratégica de Moçambique e a existência de importantes corredores logísticos poderão ainda permitir que a futura indústria sirva não apenas o mercado interno, mas também outros países da região.
Com acesso facilitado aos portos e aos principais corredores de transporte da África Austral, o país pode posicionar-se como uma plataforma regional para a produção e distribuição de veículos eléctricos.





