Moçambique reforça a rede nacional de apoio às famílias vulneráveis, atingindo 5,6% de cobertura da população em 2024, um avanço face aos 5,4% registados no ano anterior.
O sistema nacional de protecção social registou um crescimento contínuo no último ano, consolidando-se como um dos instrumentos mais relevantes de combate à pobreza e de promoção da coesão social em Moçambique.
De acordo com o VII Boletim Estatístico sobre Protecção Social 2025, o país alcançou uma taxa de cobertura de 5,6% da população, o que representa um ligeiro, mas consistente aumento em relação aos 5,4% de 2023.
“O aumento da cobertura reflete o compromisso do Governo em expandir o alcance da protecção social e garantir que os recursos públicos cheguem a quem mais precisa”, destaca o documento do Instituto Nacional de Acção Social (INAS, IP).
Expansão geográfica e reforço da gestão local
O boletim aponta que o crescimento da cobertura é resultado da expansão territorial dos programas de transferência social, que passaram a abranger todos os distritos do país.
Foram priorizadas as províncias com maiores índices de pobreza e vulnerabilidade climática, com destaque para Nampula, Zambézia e Sofala, onde se registou o maior número de novos beneficiários.
“A extensão do sistema a distritos rurais reforça o princípio de equidade territorial e aproxima o Estado das comunidades mais isoladas”, lê-se no relatório.
Maior protecção a idosos, pessoas com deficiência e crianças
A análise do boletim revela que os idosos representam 46,6% dos beneficiários do sistema de protecção social, seguidos das pessoas com deficiência (12,9%) e crianças (5,3%) abrangidas por programas de apoio directo e educação social.
Estes grupos somam mais de 600 mil beneficiários directos, evidenciando a prioridade dada pelo Estado às camadas com maior vulnerabilidade económica e física.
“O enfoque em grupos vulneráveis reforça o carácter inclusivo e humanista das políticas públicas de protecção social”, sublinha o INAS.
A melhoria dos processos de monitoria e digitalização dos pagamentos foi outro factor determinante para o aumento da cobertura.
A adopção de sistemas electrónicos de registo e de transferência reduziu o tempo de entrega dos apoios e permitiu melhor controlo e rastreabilidade das operações financeiras.
“O avanço tecnológico está a tornar o sistema mais eficiente, transparente e sustentável a longo prazo”, indica o boletim.





