O Governo está a preparar soluções para retirar famílias que vivem em zonas propensas a cheias na província de Tete, numa altura em que a evolução dos caudais dos rios Revúbuè e Zambeze mantém a região em estado de alerta.
A informação foi avançada pelo Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, durante uma visita de trabalho realizada a 25 de Março de 2026, com o objectivo de monitorar a situação no terreno e avaliar as medidas de resposta em curso.
A deslocação do governante ocorre no quadro da vigilância permanente que o Executivo tem vindo a realizar sobre os principais cursos de água do país, acompanhada pela emissão de boletins hidrológicos, acções de sensibilização e medição regular dos níveis dos rios.
Durante a visita, o ministro alertou que, apesar da tendência de redução dos caudais, a época chuvosa ainda não terminou, exigindo atenção contínua por parte das autoridades e das populações.
“Apesar de se registar uma tendência de redução dos caudais, a época chuvosa ainda não terminou e continua a exigir prontidão e atenção permanente das populações que vivem em zonas de risco”, afirmou Fernando Rafael.
Caudais abaixo de anos anteriores, mas risco mantém-se
Dados da Administração Regional de Águas do Centro (ARA-Centro) indicam que o caudal do rio Zambeze atingiu recentemente mais de 5.800 metros cúbicos por segundo, abaixo dos níveis registados em anos anteriores, mas ainda assim suficiente para justificar a manutenção das medidas de precaução.
O Governo está a trabalhar com autoridades locais e municipais na identificação de áreas seguras para reassentar famílias que residem em zonas ribeirinhas vulneráveis.
Entre as medidas em preparação, destacam-se o mapeamento de áreas de risco e a definição de locais que não deverão voltar a ser ocupados, devido à recorrência de cheias.
“A intenção é avançar gradualmente para zonas mais seguras e com melhores condições de habitabilidade, garantindo alternativas viáveis e sustentáveis para as famílias”, explicou o ministro.
A visita incluiu a observação de infra-estruturas e pontos críticos ao longo do rio Zambeze, numa altura em que os níveis hidrométricos continuam elevados em algumas zonas da região centro.
O Governo reiterou o apelo à vigilância, ao cumprimento das orientações das autoridades e ao reforço das acções de prevenção comunitária, com vista a reduzir o impacto das cheias sobre as populações.





