O Governo assegura que não há risco de ruptura no abastecimento de combustíveis em Moçambique, apelando à calma dos consumidores face às informações que circulam sobre alegada escassez no mercado.
Em comunicado, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia, através da Direcção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis, esclarece que o país dispõe de fornecimento regular assegurado e que o sistema de abastecimento continua a funcionar normalmente.
Segundo o documento, Moçambique tem contratos de fornecimento de combustíveis assegurados até Maio de 2027, com importações a decorrer de forma regular e sem interrupções.
“As importações são feitas mensalmente numa periodicidade de 15 dias, estando a decorrer normalmente, portanto sem qualquer disrupção”, refere o comunicado.
As autoridades indicam ainda que, para além dos níveis de stock já existentes, estão previstas novas reposições, incluindo entregas que deverão reforçar significativamente as reservas disponíveis.
Reposição de stocks em curso
O Governo explica que, após os níveis de cerca de 12 dias de stock reportados recentemente, decorre o processo normal de reposição, com previsões de aumento para cerca de 26 dias de gasolina e 17 dias de gasóleo com as próximas descargas.
Além disso, já está confirmada a janela de importações para o mês de Abril, garantindo o abastecimento nos próximos meses.
Por sua vez, a Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas (AMEPETROL) reforça que não há qualquer cenário de ruptura iminente de combustíveis no país.
“Não há situação de ruptura iminente de combustíveis, estando o abastecimento a ser gerido de forma contínua e coordenada entre todos os intervenientes do sector”, refere o comunicado da associação.
A organização esclarece que há produto disponível nos terminais oceânicos, em processo normal de distribuição, não se registando falta de combustíveis no território nacional.
As autoridades alertam que a afluência massiva aos postos de abastecimento tem sido motivada por informações incorrectas, criando pressão desnecessária sobre a cadeia de distribuição.
Neste sentido, o Governo e os operadores apelam à população para evitar o armazenamento doméstico de combustíveis e manter padrões normais de consumo, de forma a garantir o equilíbrio do sistema de abastecimento.





