O governo de Moçambique assegurou que o país dispõe atualmente de estoques de combustíveis suficientes para atender às necessidades de consumo interno durante mais de um mês, apesar das pressões no mercado internacional resultantes das dinâmicas de conflito no Médio Oriente.
Falando à imprensa depois da 9.ª sessão do Conselho de Ministros, Amílcar Tivane, Secretário de Estado do Tesouro e Orçamento, explicou que entre 1 e 30 de Março de 2026, os preços dos combustíveis têm vindo a subir devido às cotações do barril de crude, que oscilaram entre 114 e 118 dólares. Esta tendência tem pressionado os preços de gasolina, gasóleo, querosene e jet fuel.
“Entre 1 e 30 de Março corrente, os preços dos combustíveis têm estado a aumentar, de acordo com as cotações do barril de crude nas principais bolsas, que se situaram entre 114 e 118 dólares. Isto tem pressionado naturalmente os preços dos produtos derivados, como a gasolina, gasóleo e jet fuel para a aviação civil.”
Segundo Tivane, o país recebeu carregamentos recentes que reforçaram os reservatórios, e estão previstas novas entregas entre 10 e 14 de Abril, nos portos de Maputo, Beira e Nacala, o que aumentará ainda mais os estoques disponíveis.
“As encomendas já foram feitas e prevê-se que os navios atraquem nos portos de Maputo, Beira e Nacala, permitindo agregar os estoques atualmente existentes com quantidades adicionais, assegurando que o país possa atender as necessidades de consumo interno por mais de um mês.”
Monitoramento do mercado e medidas preventivas
O Secretário de Estado referiu que, no mercado interno, se registou na última sexta-feira uma corrida às bombas em Maputo, onde a procura diária duplicou, causando pressão sobre a cadeia de distribuição.
“Na cidade de Maputo, as necessidades de consumo diárias de gasolina e gasóleo são de cerca de 2 milhões de litros. Na última sexta-feira, a procura duplicou, atingindo 4 milhões de litros, o que causou stress sobre toda a cadeia de distribuição, desde os terminais até ao retalho. No entanto, o mercado dispõe de combustíveis suficientes e não há razões económicas ou financeiras para escassez real.”
Tivane acrescentou que o governo acompanha a situação e, caso a tensão geopolítica no Médio Oriente se agrave, serão acionadas medidas de mitigação para proteger o consumo interno, especialmente dos grupos populacionais mais vulneráveis.
“Temos de estar preparados para um cenário difícil caso a crise no Médio Oriente prevaleça. Vamos acionar todo um conjunto de medidas para assegurar que os impactos sobre o mercado interno sejam mitigados, garantindo que os segmentos populacionais mais vulneráveis possam continuar a ter acesso aos bens e serviços essenciais sem incrementos substancialmente altos.”
Em resumo, Moçambique está aprovisionado e preparado para assegurar o abastecimento de combustíveis, com reforço previsto para meados de Abril, garantindo estabilidade no mercado interno.





