O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, anunciou o lançamento do Fundo de Empoderamento Económico da Mulher (EMPODERA), uma iniciativa do Governo destinada a fortalecer a autonomia financeira feminina e ampliar oportunidades de empreendedorismo em Moçambique.
O anúncio foi feito na cidade de Maputo, durante a cerimónia central das celebrações do 7 de Abril, Dia da Mulher Moçambicana, que marcou igualmente o encerramento do Mês da Mulher.
“O EMPODERA surge como uma resposta concreta aos compromissos de promoção da prosperidade com dignidade, criando condições para que mais mulheres transitem de situações de vulnerabilidade para a estabilidade financeira.”
O Chefe do Estado explicou que o novo fundo pretende apoiar iniciativas produtivas lideradas por mulheres, contribuindo para o reforço da sua participação na economia e para a redução das desigualdades sociais.
“O investimento na mulher é estratégico. A sua promoção é uma questão de justiça, de democracia, de desenvolvimento e de futuro nacional.”
Na ocasião, o Presidente evocou o papel histórico da mulher moçambicana, com destaque para o contributo do Destacamento Feminino na luta de libertação nacional, sublinhando que a igualdade de género continua a ser um pilar essencial do desenvolvimento do país.
Avanços e desafios na igualdade de género
Durante a sua intervenção, o estadista apresentou indicadores que demonstram progressos na inclusão da mulher em diferentes sectores. Entre os dados destacados estão a aproximação da paridade de género no ensino secundário e o aumento significativo de partos institucionais.
No plano político, referiu também o crescimento da representação feminina nos órgãos de decisão, com uma presença relevante na Assembleia da República.
Apesar destes avanços, o Presidente alertou para a persistência de desafios, sobretudo no combate à Violência Baseada no Género, considerada uma das principais ameaças à dignidade humana.
“A dignidade da pessoa humana não pode ser relativizada por costumes ou desigualdades herdadas.”
O Chefe do Estado defendeu a necessidade de uma transformação profunda na sociedade, envolvendo famílias, escolas, líderes religiosos e o sector privado, com vista à promoção de uma cultura de respeito e igualdade.
“Honrar a Mulher Moçambicana é honrar a própria nação. Onde a mulher é respeitada, a justiça floresce. Onde a mulher é protegida, a paz fortalece-se. Onde a mulher tem oportunidades, Moçambique cresce.”





