O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, apontou a cooperação com empresas chinesas como uma via estratégica para enfrentar desafios estruturais em Moçambique, com destaque para o controlo de cheias, reabilitação de infra-estruturas rodoviárias e expansão da capacidade energética.
A posição foi expressa este domingo, na cidade de Xining, província de Qinghai, após visitas a unidades industriais e centros tecnológicos ligados à energia limpa e construção de infra-estruturas.
Durante a visita à indústria de construção de infra-estruturas, o Chefe do Estado destacou a necessidade de investir em soluções duradouras para a gestão de recursos hídricos, face ao impacto recorrente de inundações no país.
“Em Moçambique também temos o desafio do controlo das águas. Tivemos agora cheias e inundações, que destruíram estradas, principalmente a nossa Estrada Nacional Número 1. E também temos uma barragem que, a ser construída, seria muito bom para o controlo das águas, que é a Barragem de Mapai, em Gaza”, afirmou.
O estadista sublinhou que as capacidades técnicas das empresas chinesas podem contribuir para o desenvolvimento de projectos de barragens e sistemas de controlo hídrico mais eficazes.
“Achamos que a empresa tem esta capacidade de fazer um estudo do controlo das águas e construirmos barragens nos locais certos”, acrescentou.
Estrada Nacional Número 1 preocupa Governo
No domínio das infra-estruturas rodoviárias, Daniel Chapo voltou a alertar para a vulnerabilidade da Estrada Nacional Número 1, principal eixo de ligação do país, frequentemente afectada por chuvas intensas.
“Esta é uma das nossas grandes preocupações, e achamos que a empresa tem uma grande capacidade e pode realmente nos ajudar a trabalhar e podermos fazer esta estrada como deve ser”, referiu.
Durante a visita ao Qinghai Clean Energy and Green Computing Power Dispatching Centre, o Presidente manifestou-se impressionado com o modelo integrado de produção energética, que combina sustentabilidade ambiental com geração de riqueza.
“O que mais nos impressionou é o facto de juntar o ambiente e ao mesmo tempo produzir energia”, destacou.
O Chefe do Estado salientou ainda o impacto social do modelo, que envolve as comunidades locais na produção e comercialização de energia.
“As próprias populações são accionistas, compram acções destas pequenas centrais hídricas, e isso gera também renda para a população”, afirmou.
O Presidente da República reafirmou a intenção de replicar experiências semelhantes em Moçambique, com foco na expansão de fontes diversificadas de energia, incluindo hídrica, solar e eólica.
“Vamos levar esta experiência para Moçambique e continuarmos a trabalhar para construirmos mais centrais eléctricas, mais centrais solares e mais centrais eólicas”, concluiu.
A iniciativa enquadra-se na estratégia do Governo de reforçar a resiliência das infra-estruturas e acelerar a transição energética, com impacto directo no desenvolvimento económico e social do país.





