O Governo de Moçambique está a implementar medidas para combater a exploração ilegal e o contrabando de madeira, especialmente de espécies protegidas, como o pau preto, cujo destino principal é o mercado asiático.
De acordo com o RFI, em 2025 o país perdeu cerca de cinco milhões de dólares devido a estas práticas ilícitas, o que evidencia a necessidade de reforço da fiscalização e do controlo sobre o sector florestal.
O director nacional de Florestas e Fauna, Bravia Imede Falume, anunciou que além da implementação de uma nova lei, iniciada no ano passado, o Governo está a introduzir um sistema digital para monitorizar e gerir as operações florestais, com o objectivo de garantir maior transparência e legalidade.
“Queremos operadores sérios e comprometidos com as normas. Estes mecanismos são essenciais para combater diariamente a exploração ilegal de madeira”, afirmou Falume, citado pelo RFI.
Queda no número de operadores florestais
Segundo o responsável, verifica-se uma redução significativa do número de operadores registados no país. Entre 2020 e 2021 existiam cerca de 1.200 operadores florestais, enquanto em 2025 o número caiu para 400, um decréscimo que evidencia falhas no sector e abre espaço para práticas ilegais.
“O declínio dos operadores constitui um alerta para avaliarmos as causas deste retrocesso e reforçar os mecanismos de controlo”, disse Falume.
As autoridades alertam para a existência de redes de contrabando, particularmente de espécies valiosas como o pau preto, que ameaçam não apenas a economia do país, mas também a sustentabilidade ambiental das florestas nacionais.
O Governo pretende com estas iniciativas assegurar a legalidade das operações florestais, proteger o património ambiental e reduzir o impacto económico das exportações ilegais. Os sistemas digitais permitirão monitorizar a cadeia de produção, identificar operadores irregulares e reforçar a aplicação da lei.
“É essencial que os operadores honestos tenham condições para trabalhar, enquanto as actividades ilegais sejam rastreadas e sancionadas de forma rigorosa”, concluiu Bravia Imede Falume, em declarações ao RFI.
Fonte: RFI





