O Centro Operativo de Emergência (COE) Distrital de Chókwè realizou a sua XII Reunião, com enfoque na fase de transição e no regresso das famílias afectadas pelas cheias e inundações. O encontro permitiu definir estratégias de assistência humanitária no período pós‑emergência, a partir da análise da situação nos centros de acomodação e nas zonas de origem onde se registou o fim das águas.
Na ocasião, o Coordenador Distrital do COE, Narciso Nhamuhuco, destacou a prioridade do Governo em assegurar uma resposta coordenada.
“A principal preocupação do Governo é definir a estratégia de acção colectiva junto com os parceiros para responder às necessidades da população afectada”, afirmou Nhamuhuco.
Foi igualmente decidida a criação de equipas de levantamento exaustivo dos danos em infra‑estruturas públicas e privadas, o reforço do abastecimento de água e saneamento, e a intensificação da sensibilização comunitária para a convivência colectiva.
Papel da sensibilização comunitária
O Director da Divisão de Coordenação e Reconstrução Pós‑Desastres do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Leovigildo Marcos, sublinhou a importância da identificação das necessidades específicas.
“A sensibilização comunitária e a correcta identificação das pessoas com necessidades específicas são determinantes para uma resposta eficaz”, afirmou Marcos.
Reconheceu ainda o papel dos parceiros humanitários, cujos planos de intervenção foram integrados, abrangendo a distribuição de kits de abrigo, higiene e dignidade, apoio alimentar, transferências monetárias e reabilitação de escolas.
Coordenação e regresso digno
No encerramento da reunião, o Coordenador Narciso Nhamuhuco reforçou o agradecimento aos parceiros.
“O agradecimento do COE é dirigido a todos os parceiros que continuam a apoiar a população beneficiária, que deposita confiança na nossa orientação”, sublinhou.
Entre as deliberações constaram a elaboração de um mapa único dos kits de retorno, o envolvimento activo dos Comités Locais de Gestão e Redução do Risco de Desastres (CLGRD’s) nos centros de acomodação e o reforço da coordenação entre parceiros, de modo a evitar sobreposição de actividades e garantir um regresso organizado, seguro e digno das famílias.





