A Ministra das Finanças, Carla Loveira, reuniu-se em Washington DC, com representantes do Banco Mundial, no âmbito do engajamento da nova parceria Country Partnership Framework (CPF), instrumento que irá orientar a cooperação entre Moçambique e a instituição financeira ao longo dos próximos cinco anos.
Segundo dados apresentados no encontro, o Grupo Banco Mundial prevê mobilizar cerca de 6 mil milhões de dólares norte-americanos durante o período de implementação do CPF, destinado ao financiamento de sectores estratégicos da economia moçambicana.
De acordo com a Ministra das Finanças, os recursos estarão concentrados em áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento económico e social do país, com destaque para energia, agronegócio, turismo, desenvolvimento de competências da força de trabalho e reforço da estabilidade macrofiscal.
“Estamos a alinhar uma estratégia que privilegia sectores com maior capacidade de gerar emprego e impulsionar o crescimento económico sustentável”, referiu Carla Loveira.
A governante sublinhou ainda que o enfoque será igualmente colocado no desenvolvimento de corredores económicos, considerados fundamentais para dinamizar o investimento e a integração regional.
Processo de consulta amplia visão de desenvolvimento
O novo Country Partnership Framework resulta de um processo alargado de consulta envolvendo o Governo, sector privado, sociedade civil e parceiros de desenvolvimento, o que permitiu consolidar uma visão partilhada sobre as prioridades do país nos próximos anos.
“Este é um instrumento construído de forma participativa, que reflecte as prioridades nacionais e o compromisso conjunto com o desenvolvimento”, afirmou a ministra.
Para além dos encontros com o Banco Mundial, Carla Loveira reuniu-se também com o director executivo da Consistência da África Austral, o moçambicano Adriano Ubisse, com quem abordou questões relacionadas com a estabilidade macrofiscal e o desempenho económico do país.
“Discutimos a situação macrofiscal e os desafios de consolidação da estabilidade económica na região”, concluiu a ministra.





