O general na reserva António Hama Thai defendeu que Moçambique possui capacidade interna para garantir a defesa do país, mesmo na eventualidade de retirada das forças do Ruanda, atualmente envolvidas no combate ao terrorismo no norte do território nacional.
Durante as celebrações do Dia da Mulher Moçambicana, realizadas a 7 de abril, o antigo militar destacou a importância do fortalecimento das tropas nacionais e da confiança nas instituições moçambicanas.
“Moçambique não vai morrer porque o Ruanda se foi embora. Não chegámos a esse ponto”, afirmou o general, acrescentando que o país conta com experiência, dignidade e quadros competentes para enfrentar diferentes cenários de segurança.
António Hama Thai ressaltou que a Constituição da República e a lei de defesa nacional oferecem bases sólidas para a atuação das forças moçambicanas. Segundo ele, tanto a defesa militar quanto a defesa civil estão preparadas para lidar com qualquer eventualidade.
“Mesmo sem um rumo claramente definido, acredito que as autoridades moçambicanas estão preparadas. Temos experiência de guerra e quadros competentes para isso”, reforçou.
Falta de tempo preocupa dirigentes
Muchanga destacou que, nas condições actuais, não há margem para esperar por um congresso ordinário, previsto apenas para 2029, sendo inevitável a convocação de um encontro extraordinário ainda este ano.
“Não há hipótese de um congresso ordinário. Tem que ser um congresso extraordinário, para permitir que a nova liderança assuma os destinos do partido a tempo de preparar as eleições.”
Para o dirigente, a ausência de uma liderança renovada poderá comprometer seriamente a capacidade da RENAMO de competir de forma eficaz.
Durante a entrevista, Muchanga defendeu o surgimento de uma liderança mais pragmática e alinhada com a realidade política actual, capaz de tomar decisões estratégicas em benefício do partido.
“Gostaria de ver um líder que não tenha os mesmos vícios da actual liderança, alguém capaz de perceber quando deve recuar e criar espaço para outras soluções.”
O político sublinhou ainda que a liderança partidária não deve ser automaticamente associada à candidatura presidencial, defendendo maior flexibilidade estratégica dentro da organização.
A entrevista expôs as tensões internas na RENAMO e reforçou o debate sobre o futuro do partido, num momento em que se aproxima um novo ciclo eleitoral em Moçambique.





