Propostas de reforma que abrangem desde a valorização da classe docente até à criação de quotas para a juventude nos órgãos de Estado foram entregues esta terça-feira, 14 de Abril de 2026, à Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo (COTE), em Maputo.
A entrega decorreu no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, onde associações como a ANAPRO, ARECMO, AMEVE e AJEC apresentaram contributos considerados estratégicos para a reestruturação de políticas públicas e reforço da transparência na governação.
A Associação Nacional dos Professores (ANAPRO) apresentou propostas centradas em dois eixos: educacional e político-social. No sector da educação, a organização defende a valorização da classe docente, melhoria das condições de trabalho e maior participação dos professores na definição de políticas educativas.
“Queremos uma educação que valorize a classe docente, a recuperação da dignidade do professor e uma reestruturação das políticas educacionais”, afirmou Marcos Calisto Mundimba, presidente da ANAPRO.
A associação propõe ainda a eleição de gestores escolares, com o objectivo de reduzir a politização do sector. No plano político-social, defende a despartidarização da educação e maior investimento público.
“O nosso parlamento não deve ser apenas dos partidos políticos, deve também incluir a representação da sociedade civil”, disse Carlos Muhate, vice-presidente da ANAPRO.
Sector empresarial propõe estabilidade e emprego juvenil
A Associação de Restauração e Catering de Moçambique (ARECMO) e a Associação Moçambicana de Empresas de Eventos (AMEVE) apresentaram propostas focadas na estabilidade social e no fortalecimento do sector do turismo como motor de criação de emprego.
“Pretendemos valorizar o emprego da juventude, com programas de capacitação orientados para o mercado e promoção do autoemprego”, afirmou Aurélio Mausse, presidente da ARECMO.
Por sua vez, a AMEVE manifestou preocupação com os concursos públicos, defendendo maior fiscalização nos processos de adjudicação.
“Muitas vezes os concursos são feitos ao último minuto e os trabalhos já foram adjudicados”, alertou Carolina Albazine, presidente da associação.
A Aliança Jovem Para Escrita e Consciência (AJEC) apresentou propostas centradas no reforço da participação juvenil no processo político, defendendo maior representatividade nas decisões públicas.





