Moçambique e Portugal celebraram, esta terça-feira, no Porto, a assinatura de 22 instrumentos jurídicos de cooperação, marcando um dos mais expressivos avanços diplomáticos dos últimos anos na relação entre os dois países. A assinatura ocorreu no âmbito da VI Cimeira Bilateral Portugal–Moçambique e traduz uma agenda reforçada de colaboração institucional, económica, social e estratégica.
O Primeiro-Ministro português, Luís Montenegro, destacou que o conjunto de acordos representa um compromisso claro com o futuro da parceria entre os dois Estados.
“Não é comum a assinatura de mais de duas dezenas de acordos numa única presidência. É uma revelação de que os dois governos têm visão comum e querem reforçar a cooperação a partir de acções concretas”, afirmou o Presidente Daniel Chapo, ao comentar o alcance dos instrumentos assinados.
Acordos abrangem sectores estratégicos para o desenvolvimento nacional
Segundo os documentos oficiais apresentados na Cimeira, os 22 acordos reforçam a cooperação em áreas como:
- economia e investimento;
- energia e transição energética;
- segurança pública e defesa;
- agricultura e recursos naturais;
- transportes, infra-estruturas e logística;
- educação, formação e ciência;
- administração pública e transformação digital;
- saúde e protecção social.
As áreas abrangidas demonstram uma abordagem integrada que pretende fortalecer simultaneamente instituições, capacidades técnicas e sectores produtivos críticos para o crescimento sustentável.
Portugal reafirma confiança institucional em Moçambique
Ao longo da Cimeira, Portugal evidenciou a solidez da relação histórica e manifestou confiança nas reformas em curso em Moçambique, sublinhando que os acordos reflectem uma visão comum para o desenvolvimento partilhado.
O Primeiro-Ministro português observou que o momento político representa uma oportunidade para renovar a parceria estratégica e aprofundar projectos com impacto directo nas duas economias.
“Queremos com isto significar a confiança que temos na economia de Moçambique”, informou Luís Montenegro, ao enquadrar os instrumentos assinados na visão de longo prazo para a cooperação bilateral.
Cooperação reforçada em ambiente de estabilidade e diálogo
O Presidente Daniel Chapo destacou que o alinhamento entre Moçambique e Portugal tem permitido acelerar sectores prioritários e fortalecer a credibilidade internacional do País. Os acordos assinados, afirmou, constituem a base para um novo ciclo de implementação de políticas e investimentos conjuntos.
Os documentos agora formalizados serão operacionalizados pelos ministérios sectoriais de ambos os países, marcando o início de uma etapa centrada na execução de projectos e na monitorização de resultados.
Com a assinatura dos 22 acordos, Moçambique consolida uma das mais amplas plataformas de cooperação bilateral da última década, reforçando a sua projecção externa e assegurando novas oportunidades de desenvolvimento institucional e socioeconómico.
As delegações encerraram o encontro reafirmando que a parceria Moçambique–Portugal é estruturante, duradoura e orientada para resultados concretos que beneficiam os cidadãos dos dois países.





