A membro da Comissão Política da FRELIMO, Margarida Talapa, apelou à unidade e disciplina interna do partido, criticando comportamentos que, segundo afirmou, promovem a insubordinação e comprometem a coesão da organização na província da Zambézia.
As declarações foram feitas durante a abertura da 11.ª Conferência Provincial da Frelimo, onde a dirigente defendeu que os militantes devem concentrar-se no fortalecimento do partido e no apoio à governação liderada pelo Presidente da República.
Dirigindo-se aos membros da organização, Margarida Talapa pediu que cessem as divisões internas e que seja dada oportunidade ao Chefe de Estado para prosseguir com o seu trabalho.
“Deixem Daniel Chapo trabalhar. Chapo é nosso filho. Nós somos pais e temos filhos da idade do nosso presidente, daí que digo que é nosso filho. Em menos de dois anos está a fazer maravilhas na sua governação e todos nós precisamos de lhe apoiar”, afirmou.
Segundo a dirigente, atitudes de divisão e confrontação interna não contribuem para o desenvolvimento do partido nem do país.
Apelo à disciplina e respeito pela liderança
Durante a conferência, Margarida Talapa sublinhou igualmente a importância do respeito pelas estruturas de liderança da Frelimo na província.
“Todos temos que respeitar o primeiro secretário do comité provincial, pois é o nosso chefe máximo na província”, declarou.
A dirigente defendeu maior coesão entre os quadros e militantes, considerando que a disciplina partidária continua a ser um dos pilares fundamentais da organização.
Por sua vez, o Primeiro-Secretário Provincial da Frelimo na Zambézia reforçou o apelo à união dos membros e condenou a circulação de informações falsas em algumas comunidades da província.
Entre os exemplos apontados estão rumores relacionados com alegados casos de encolhimento dos órgãos genitais masculinos, informação que as estruturas do partido consideram infundada e prejudicial à estabilidade social.
Os dirigentes defenderam a necessidade de reforçar a comunicação junto das comunidades e combater a propagação de boatos que possam gerar pânico ou desinformação.





