O antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, poderá regressar a Moçambique ainda este mês, após cumprir a pena que lhe foi aplicada nos Estados Unidos, no âmbito do caso das dívidas ocultas.
De acordo com o jornal Evidências, a data de 26 de Março é apontada como referência para o fim do cumprimento da pena, podendo abrir caminho para a sua libertação e consequente deportação para o país.
Segundo a publicação, uma vez concluída a pena, Chang deverá ser entregue às autoridades migratórias norte-americanas, que poderão proceder à sua deportação para Moçambique, país de origem.
Contudo, o regresso efectivo dependerá de procedimentos administrativos e legais ainda em curso, não sendo automático o seu embarque imediato após a libertação.
Processos em Moçambique levantam dúvidas
De acordo com o Evidências, o cenário judicial em Moçambique levanta incertezas quanto ao futuro do antigo governante, tendo em conta que vários processos relacionados com o escândalo das dívidas ocultas não avançaram de forma consistente.
Há indicações de que, em alguns casos, processos autónomos não produziram efeitos ou não chegaram a envolver directamente todos os arguidos, o que poderá influenciar o enquadramento legal de Chang após o seu eventual regresso.
Manuel Chang foi uma das figuras centrais no escândalo das dívidas ocultas, um caso que teve forte impacto na economia moçambicana e nas relações com parceiros internacionais.
Detido em 2018 na África do Sul, acabou por ser extraditado para os Estados Unidos, onde foi julgado e condenado por crimes ligados a esquemas financeiros ilícitos envolvendo milhões de dólares.
Apesar de a data de 26 de Março estar associada ao fim da pena, não existe confirmação oficial sobre o regresso imediato de Chang a Moçambique.
O processo continua dependente das autoridades norte-americanas e dos trâmites legais aplicáveis à deportação, podendo haver alterações no calendário inicialmente previsto.





