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“As manifestações violentas deixaram marcas profundas na economia e na sociedade”

Manifestante atirando pedra para PRM

Por Redacção Checka Moz.

Moçambique atravessou um dos períodos mais exigentes da sua história recente, marcado por instabilidade social, incerteza económica e erosão da confiança colectiva. Segundo o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, o país encontrava-se funcional do ponto de vista institucional, mas severamente fragilizado no plano social e económico.

“Encontrámos um país funcional, mas profundamente fragilizado, marcado por instabilidade social, incerteza económica e perda de confiança no futuro”, afirmou o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo.

O Chefe do Estado sublinhou que este contexto impôs ao novo ciclo governativo uma dupla responsabilidade: estabilizar o país e relançar a confiança no futuro. Para Daniel Chapo, a reconstrução nacional começa no contributo concreto de cada cidadão, independentemente do sector ou do espaço onde actua.

“A reconstrução nacional começa no contributo concreto de cada cidadão, em qualquer espaço onde exerça a sua capacidade”, disse Daniel Chapo.

Compromissos assumidos e governação orientada para resultados

O Presidente reiterou que a visão estratégica do Governo está centrada na independência económica do país, entendida como palavra dada ao povo moçambicano e eixo estruturante da acção governativa.

“A independência económica de Moçambique é um compromisso assumido com o povo, que é o destinatário mais sagrado da acção governativa”, sublinhou.

Nesse sentido, frisou que as promessas eleitorais não constituem meras intenções políticas, mas compromissos concretos que estão a ser materializados no terreno.

“As promessas não são declarações de intenção; são compromissos do Governo que estão a ser executados”, esclareceu o Presidente da República.

A governação, explicou ainda, assenta num quadro estruturado de 96 promessas organizadas em 12 compromissos centrais, com acompanhamento público e prestação regular de contas.

Contexto económico adverso

O novo ciclo governativo iniciou-se num cenário económico particularmente delicado. Dados do Instituto Nacional de Estatística indicam que a inflação média anual em 2024 se situou em 3,20%, desacelerando face aos 3,80% registados em 2023, ainda insuficiente para garantir estabilidade efectiva no custo de vida das famílias.

No quarto trimestre de 2024, imediatamente após o processo eleitoral, a economia registou uma contracção severa de 4,87%, com a inflação a atingir 4,80% em Dezembro, reflectindo um ambiente económico tenso e incerto. Em Janeiro de 2025, já no início do novo ciclo governativo, a inflação mensal alcançou 1,45%, agravando a pressão sobre os orçamentos familiares.

Impacto devastador das manifestações violentas

A este contexto económico adverso somou-se o impacto profundamente destrutivo das manifestações violentas, ilegais e criminosas ocorridas entre Outubro de 2024 e Março de 2025, consideradas pelo Chefe do Estado como um dos momentos mais críticos para a economia e a coesão social.

“As manifestações violentas, ilegais e criminosas deixaram marcas profundas no país, na economia e na sociedade moçambicana”, afirmou Daniel Chapo.

Foram seis meses de destruição com impactos directos no tecido económico, social e institucional do país.

“Foram seis meses de destruição que atingiram directamente o tecido económico, social e institucional de Moçambique”, disse.

Os actos de vandalização resultaram na destruição de 1.733 estabelecimentos comerciais, incluindo fábricas, farmácias, armazéns de medicamentos — entre eles o armazém central de abastecimento —, instituições bancárias e infra-estruturas de ajuda humanitária. Foram igualmente destruídos 339 edifícios públicos, entre unidades sanitárias, escolas, tribunais, esquadras, infra-estruturas administrativas e sedes partidárias.

Registaram-se ainda danos em infra-estruturas críticas, nomeadamente 176 postos de energia, 59 torres de telecomunicações, 25 bombas de combustível, 16 portagens, ambulâncias, bem como viaturas públicas e privadas.

“Os danos causados não são números abstractos; são empresas encerradas, empregos perdidos e famílias directamente afectadas”, frisou o Presidente.

Estas acções provocaram o encerramento temporário ou definitivo de inúmeras empresas, resultando na perda de mais de 50 mil postos de trabalho e numa redução significativa da capacidade de arrecadação de receitas do Estado.

“As imagens destes acontecimentos não são ficção nem produto de tecnologia artificial; são registos reais de actos violentos”, considerou Daniel Chapo.

Compromisso com a reconstrução nacional

Perante este cenário, o Governo reafirma o compromisso de liderar a reconstrução nacional, restaurar a ordem pública, proteger a economia e servir o povo moçambicano com responsabilidade e sentido de missão.

“Assumimos a responsabilidade de liderar a reconstrução nacional, restaurar a ordem pública e proteger a economia”, afirmou o Chefe do Estado.

O Presidente reiterou ainda que a paz, a unidade nacional e a estabilidade institucional são condições indispensáveis para o desenvolvimento.

“Nenhum país se constrói de forma sólida sem paz, unidade nacional e estabilidade institucional”, concluiu.

É sobre estes fundamentos que Moçambique continua a edificar o seu caminho para a independência económica, a reconstrução nacional e o progresso colectivo.

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