O Director Nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes, anunciou que os casos de malária aumentaram 55% nas primeiras seis semanas de 2026 em comparação com igual período de 2025. Apesar do crescimento, os óbitos caíram 38%, passando de 79 para 49.
De acordo com os dados oficiais, os casos subiram de 876.498 em 2025 para 1.357.891 em 2026. Quase todas as províncias registaram aumento, com excepção de Cabo Delgado, que apresentou uma redução de 40%.
Para conter a propagação da doença, o Governo distribuiu 26.616 redes mosquiteiras nas províncias de Gaza (17.455), Maputo Cidade (3.446) e Maputo Província (4.715). Foram ainda criados 59 postos de saúde nos centros de acomodação durante as cheias, número actualmente reduzido para 17.
- Mais de 200 pessoas receberam tratamento contra a malária.
- Foram pulverizados 728 compartimentos, protegendo 258 pessoas.
Estratégia de prevenção, impacto e desafios
Fernandes destacou que novas medidas serão antecipadas:
- Campanha de Cobertura Universal de Redes prevista para Abril ou Maio, com a distribuição de 865 mil redes em Gaza e 941 mil em Inhambane.
- Pulverização Intra‑Domiciliária (PIDOM) em seis distritos da província de Maputo e 11 da província de Gaza.
- Aplicação de larvicidas em 118 bairros de seis distritos da província de Maputo e 58 bairros de 11 distritos da província de Gaza.
Apesar do aumento expressivo de casos, a redução da mortalidade demonstra eficácia das medidas de prevenção e resposta rápida. O desafio permanece em garantir cobertura universal e reforçar a vigilância epidemiológica, sobretudo em zonas mais vulneráveis às cheias e à proliferação de mosquitos.





