A fábrica de gergelim em Sofala, inaugurada pelo Presidente Daniel Chapo, marca um novo momento para a industrialização local em Moçambique. Com mais de 1.200 empregos directos e indirectos, a unidade reforça a transformação interna das matérias-primas, aumenta o valor acrescentado nacional e impulsiona o desenvolvimento económico da região.
O empreendimento industrial gerou 218 empregos directos e cerca de 1.000 postos de trabalho indirectos, reforçando a cadeia de valor agrícola e dinamizando a economia local.
“Com esta fábrica, Sofala deixa de ser apenas produtora. Passa a ser também transformadora e exportadora, gerando emprego, rendimento e valor acrescentado para o país”, afirmou Daniel Chapo, durante a cerimónia.
A nova unidade industrial integra a estratégia nacional de Industrialização definida pelo Governo no âmbito do Programa Nacional Industrializar Moçambique (PRONAI), que prioriza a transformação local das matérias-primas e o fortalecimento do Made in Mozambique.
“Com esta fábrica, a terra deixa de ser apenas fonte de subsistência para tornar-se fonte de riqueza e desenvolvimento. É assim que a independência económica se constrói: com trabalho, inovação, determinação e coragem”, destacou o Presidente Chapo.
O Chefe de Estado sublinhou que o investimento coloca Sofala numa posição estratégica para competir nos mercados regionais e internacionais de oleaginosas.
Maior fábrica de gergelim da província impulsiona produtores locais
A entrada desta infraestrutura industrial permitirá maior escoamento da produção familiar e empresarial, criando oportunidades para milhares de agricultores que se dedicam ao cultivo de gergelim.
O Presidente afirmou que a campanha agrícola 2025/2026 deve beneficiar especialmente jovens e mulheres rurais, que considera pilares da Independência Económica.
“A juventude e a mulher rural são o rosto mais visível da nova independência — uma independência feita de trabalho, dignidade e oportunidades.”
Com maior capacidade de compra e processamento, os produtores terão acesso a um mercado mais estável, preços mais competitivos e melhores condições de integração em cadeias de valor agro-industriais.
Transformação local reduz dependência externa e aumenta divisas
O Governo considera que a fábrica contribui directamente para:
- reduzir exportações de produtos em bruto,
- aumentar exportações de produtos transformados,
- gerar divisas,
- criar novos empregos,
- estimular inovação e tecnologia no sector agrário.
Chapo reiterou que este é o caminho para uma agricultura moderna e industrializada.
No encerramento, o Presidente voltou a pedir o envolvimento de todos os actores: Estado, sector privado, agricultores e parceiros de desenvolvimento, para garantir produtividade, inovação e sustentabilidade.
“A independência económica de Moçambique começa na nossa terra. Unamos as mãos, unamos as enxadas e as nossas vontades.”





