A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) realizou uma operação extraordinária entre os dias 19 e 26 de Janeiro, assegurando o transporte de 3.949 passageiros na rota Maputo–Xai-Xai–Maputo, durante o período mais crítico das cheias que afectaram a província de Gaza.
A iniciativa, que totalizou 66 voos, foi concebida como resposta de emergência para garantir a mobilidade de famílias, trabalhadores e estudantes em situação de vulnerabilidade, face aos danos provocados pelas inundações.
A operação foi marcada pela aplicação de uma tarifa fixa subsidiada de 4.000 meticais, significativamente inferior ao preço normal de mercado, permitindo que milhares de cidadãos se deslocassem com segurança e dignidade.
Do total de passageiros transportados:
- 452 viajaram de Maputo para Xai-Xai;
- 497 no sentido inverso.
Em alguns dias, a companhia operou entre quatro e seis voos diários, demonstrando agilidade operacional e compromisso social perante a emergência climática.
Impacto económico e institucional
A intervenção da LAM reforça o papel das empresas públicas estratégicas na resposta a crises humanitárias, evidenciando a importância de infra-estruturas de transporte aéreo na gestão de desastres naturais.
Além de garantir a evacuação de pessoas, a operação contribuiu para a manutenção de fluxos económicos essenciais, incluindo o transporte de trabalhadores e bens, num contexto de isolamento rodoviário em várias zonas da província.
A LAM reafirmou o seu compromisso com a população, colocando a função social da companhia acima da lógica comercial, num momento em que milhares de moçambicanos enfrentavam condições extremas.
Esta acção posiciona a transportadora como actor relevante na resiliência nacional, capaz de mobilizar recursos e adaptar operações em função das necessidades do País.





