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LAM anuncia alterações na estrutura de gestão e revisão de contratos

Por Redacção Checka Moz.

As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) anunciaram alterações na sua estrutura de gestão, no âmbito da reorganização das funções administrativas e com o objectivo de assegurar a continuidade das actividades e o cumprimento das metas institucionais.

Por deliberação do Conselho de Administração, cessaram as funções do Comandante Hilário Devis Tembe como Vogal da Comissão de Gestão para a Área Técnico‑Operacional. Para o cargo foi nomeado, em regime interino, o Comandante Jorge Henrique Zandamela Sousa Neves, com efeitos a partir de 2 de Fevereiro de 2026.

“O Conselho de Administração agradece ao Comandante Tembe pela dedicação e contributo prestados, desejando sucessos ao seu substituto nas novas responsabilidades”, refere a comunicação interna.

Revisão de contratos de formação

Paralelamente às mudanças, a companhia iniciou um processo de análise de despesas em sectores sensíveis, entre eles o da formação de tripulações.

Fontes ligadas às operações indicam que, após verificação dos acordos com a ALTACADEMY, instituição que disponibiliza simuladores de voo em Joanesburgo, foram detectadas discrepâncias nos valores pagos.

“A LAM estaria a desembolsar cerca de 500 dólares por hora, quando o valor apurado localmente seria de aproximadamente 250 dólares”, revelaram as mesmas fontes, acrescentando que a situação motivou o envio de um representante para renegociação e formalização de novos termos contratuais.

Custos de catering sob escrutínio

Outro ponto em revisão é o fornecimento de refeições a bordo. A administração avaliou possibilidades de redução de encargos, iniciativa que, segundo relatos internos, encontrou resistência em determinados círculos.

Durante o processo, surgiram referências a alegadas ligações entre o fornecedor BISWAS, que opera em Nampula, e o então responsável da área técnico‑operacional.

“O tema terá sido alvo de atenção pública e, conforme informações que circulam, poderá estar sob apreciação das autoridades competentes”, indicam fontes internas.

Até ao momento, não há pronunciamento oficial conhecido que confirme conclusões sobre o caso.

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