A província de Inhambane restabeleceu o abastecimento de combustíveis, após vários dias de escassez provocada pela intransitabilidade da Estrada Nacional Número Um (N1), afectada pelas cheias que interromperam o fluxo rodoviário entre o sul e o centro do país.
A reposição foi garantida através de uma rota alternativa a partir do porto da Beira, na província de Sofala, permitindo o reabastecimento gradual dos postos de venda em quase todos os distritos.
Logo após o anúncio da chegada dos primeiros carregamentos, registaram-se filas extensas em várias gasolineiras, com automobilistas a procurar garantir o reabastecimento dos seus veículos e a prevenir nova escassez.
Apesar da normalização parcial, persistem receios quanto à estabilidade do fornecimento, tendo em conta a vulnerabilidade da N1 e a previsão de novas precipitações.
Logística regional e alternativas estratégicas
O presidente do Conselho Empresarial Provincial de Inhambane, Abdul Razaq Abdul, confirmou que vários camiões-cisterna continuam em trânsito, reforçando o abastecimento de combustíveis e produtos alimentares, não só para Inhambane, mas também para Gaza, igualmente afectada.
“A situação exige soluções estruturais. O transporte marítimo deve ser considerado como alternativa complementar, sobretudo em contextos de emergência”, defendeu Abdul.
A crise evidenciou a dependência excessiva da rota Maputo–Inhambane e relançou o debate sobre a diversificação dos corredores logísticos, incluindo o uso de portos secundários e a reabilitação de vias interiores.
Empresários e autoridades locais apelam à planificação integrada do abastecimento, com enfoque na resiliência climática, na redução de riscos logísticos e na garantia de serviços essenciais em períodos críticos.





