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Hélder Mendonça acusa Albino Forquilha de promover “analfabetismo institucional” e de mentir sem pudor

Por Redacção Checka Moz.

Um novo episódio de tensão política emergiu no espaço interno de uma estrutura partidária, após Hélder Mendonça acusar publicamente o Presidente Albino Forquilha de distorcer factos, manipular narrativas e promover o que classificou como “analfabetismo institucional” no tratamento de questões administrativas e financeiras.

As declarações surgem no contexto de uma polémica relacionada com a organização de actividades internas, gestão de recursos e alegadas responsabilidades financeiras dentro de uma comissão de trabalho. Mendonça afirma que não teve funções executivas na gestão de fundos e que o seu papel se limitava à componente de relatoria.

Segundo a sua versão, os pagamentos e decisões financeiras estariam sob responsabilidade de uma estrutura específica criada para o efeito, composta por diferentes áreas de coordenação, o que, no seu entender, inviabiliza qualquer imputação directa de responsabilidades financeiras.

“Há aqui mais do que má-fé: há um verdadeiro analfabetismo institucional ao tentar imputar-me uma responsabilidade que nunca existiu, apenas para fabricar desgaste político contra quem tem denunciado, com clareza, a falta de legitimidade e exigido transferência de poderes”, afirmou Hélder Mendonça.

Debate sobre gestão de fundos e responsabilidades internas

Mendonça sustenta que não recebeu verbas significativas do partido para além de valores destinados a despesas pontuais de logística e deslocação, rejeitando a existência de qualquer gestão directa de fundos sob a sua responsabilidade.

O dirigente acrescenta que os processos administrativos estiveram sempre enquadrados por estruturas financeiras internas, alegando que eventuais atrasos ou divergências de pagamentos resultariam de procedimentos de consolidação documental e questões técnicas relacionadas com facturação.

O mesmo defende ainda que documentos e relatórios foram entregues dentro dos prazos estabelecidos, afirmando que posteriores atrasos não podem ser atribuídos à sua actuação individual.

Na sua intervenção, Mendonça acusa a liderança do partido de tentar reescrever factos e criar uma narrativa de responsabilização colectiva sem base documental, considerando que o processo em curso tem uma dimensão política de retaliação interna.

“Presidente Forquilha tem que parar de mentir sem pudor. A auditoria por mim solicitada ao Tribunal Administrativo dirá a verdade. Que sejam responsabilizados os pervericadores do erário público”, declarou.

O dirigente afirma ainda que solicitou uma auditoria independente para esclarecimento dos factos, defendendo que a transparência deve prevalecer no apuramento de responsabilidades.

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