A greve dos profissionais de saúde em Moçambique, em curso desde Janeiro, já terá provocado 2.673 mortes evitáveis, devido às dificuldades de assistência nas unidades sanitárias públicas, segundo denúncias avançadas pela classe profissional em greve.
A paralisação prolongada continua a afectar o funcionamento normal de hospitais e centros de saúde, num contexto marcado por escassez de medicamentos, materiais médico-cirúrgicos e constrangimentos operacionais em várias unidades do Sistema Nacional de Saúde.
Crise nas unidades sanitárias e impasse nas negociações
A Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM) afirma que a manutenção da greve resulta da ausência de um acordo vinculativo com prazos definidos, orçamento garantido e mecanismos independentes de monitoria das reivindicações apresentadas ao Governo.
A classe acusa ainda o Executivo de conduzir um processo de diálogo sem resultados práticos, defendendo que as equipas envolvidas nas negociações não dispõem de poderes de decisão suficientes para responder às exigências dos profissionais de saúde.
Mobilização e pressão sobre o Governo
A APSUSM anunciou a intensificação da mobilização nacional dos profissionais de saúde e da sociedade civil, exigindo respostas urgentes do Governo e melhorias estruturais no sector.
Entre as principais reivindicações estão o pagamento de subsídios em atraso, melhoria das condições de trabalho e o fornecimento regular de medicamentos e equipamentos nas unidades sanitárias públicas.
Fonte: LUSA





