O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP) reuniu-se, esta segunda-feira, com empresas produtoras de sementes, para coordenar acções que assegurem a disponibilidade atempada de sementes certificadas, no âmbito da recuperação pós-cheias e da segunda época da Campanha Agrária 2025/2026.
Durante o encontro, foi apresentado que cerca de 710 hectares de campos de produção de sementes de milho, arroz e feijões foram afectados pelas inundações, com maior incidência nos distritos de Xai-Xai (290 ha) e Chókwè (270 ha).
Para a recuperação das áreas perdidas, estima-se a necessidade de:
- 49 toneladas de semente básica de arroz;
- 5 toneladas de semente básica de milho;
- 2 toneladas de semente básica de feijões.
Essa reposição permitirá produzir aproximadamente:
- 500 toneladas de semente certificada de arroz;
- 800 toneladas de semente certificada de milho;
- 60 toneladas de semente certificada de feijões.
Situação actual dos stocks
Segundo o Presidente da Associação de Produtores de Sementes, Marcelino Botão, o stock disponível é actualmente de:
- 300 toneladas de semente certificada de milho;
- 45 toneladas de semente certificada de arroz;
- 650 toneladas de feijão-nhemba;
- 270 toneladas de feijão vulgar;
- 4 toneladas de sementes de hortícolas.
Contudo, para fazer face à situação causada pelas cheias e às necessidades da segunda época da campanha agrária, o sector necessita das seguintes quantidades de sementes certificadas:
- 000 toneladas de milho;
- 000 toneladas de arroz;
- 000 toneladas de feijões.
“A maioria das empresas ainda se encontra na fase de planificação, não dispondo de stock completo. Os dados referem-se sobretudo às províncias de Gaza, Manica, Sofala e Nampula”, destacou Marcelino Botão.
O Secretário Permanente do MAAP, Acubar Batista, reforçou que os números estão em constante actualização, devido à instabilidade pluviométrica e às descargas de água das barragens na região.
“Estamos a trabalhar com os produtores para garantir que as sementes cheguem atempadamente aos campos, com qualidade certificada e em quantidade suficiente para assegurar a retoma produtiva”, afirmou Batista.





