O Governo moçambicano reforçou a presença feminina em cargos de decisão com a nomeação de quatro mulheres para posições de destaque em instituições estratégicas do Estado, numa iniciativa que visa fortalecer a governação e promover a equidade de género.
As novas dirigentes foram empossadas em Maputo, numa cerimónia dirigida pela Primeira-Ministra, Maria Benvinda Delfina Levi, que destacou o papel crescente da mulher na liderança nacional.
Tomaram posse Olga Leonor Miguel Manjate, nomeada Inspectora-Geral do Trabalho; Ernestina Salita Chirindja, designada Presidente da Comissão de Mediação e Arbitragem Laboral (COMAL); Lúcia da Luz Mendes Luciano da Cruz, como Directora-Geral do Fundo de Fomento Agrário e Extensão Rural (FAR); e Farida Algy Abdula Urci, nomeada Directora-Geral do Hospital Central de Maputo (HCM).
Na ocasião, a Primeira-Ministra sublinhou que as nomeações refletem o compromisso do Governo com a valorização da mulher e com a modernização das instituições públicas.
“A nomeação de quatro mulheres para desempenhar funções tão exigentes enquadra-se nas acções que temos vindo a realizar com vista ao reforço e dinamização dos vários sectores do Aparelho do Estado.”
Maria Benvinda Levi acrescentou que a decisão também traduz o empenho do Executivo em promover a equidade de género e o empoderamento feminino em todas as esferas da sociedade.
“Traduz o compromisso do Governo em assegurar a equidade de género e empoderamento da mulher, em todas as esferas.”
Modernização e eficiência institucional
Durante o discurso, a governante destacou ainda a necessidade de adaptação das instituições públicas ao contexto de transformação digital, defendendo a informatização e modernização como ferramentas essenciais para melhorar a eficiência e a transparência.
“Devem apostar na informatização e modernização, não apenas numa perspectiva de melhoria administrativa, mas como um instrumento estratégico para tornar as instituições mais eficientes, transparentes e próximas do cidadão.”
A Primeira-Ministra apontou também os desafios crescentes no mundo do trabalho, incluindo novas formas de organização laboral, riscos profissionais e a necessidade de uma inspecção moderna e eficaz.
“As transformações no mundo do trabalho exigem uma Inspecção do Trabalho moderna, tecnicamente capaz e eticamente irrepreensível.”
No mesmo sentido, defendeu o reforço da actuação da Inspecção-Geral do Trabalho, com foco na legalidade, prevenção e promoção de condições dignas para trabalhadores e empregadores.
Papel estratégico da COMAL
Relativamente à Comissão de Mediação e Arbitragem Laboral, Levi destacou o seu papel na resolução de conflitos e na promoção da estabilidade laboral.
“A COMAL é chamada a desempenhar um papel cada vez mais interventivo na prevenção e resolução de conflitos, contribuindo para a paz laboral e o fortalecimento da confiança entre trabalhadores e empregadores.”
Antes de concluir, a Primeira-Ministra deixou uma mensagem de reconhecimento aos quadros cessantes e encorajou as novas dirigentes a assumirem com responsabilidade os desafios das funções.
“Fazemos votos de que tenham muitos sucessos nos novos desafios que irão abraçar.”
A governante reiterou que o reforço da liderança feminina constitui um passo importante para a construção de um Estado mais inclusivo, eficiente e alinhado com as exigências do desenvolvimento sustentável.
Sector enfrenta risco estrutural
Para Bento Machaila, a crise no sector da construção já ultrapassa o plano empresarial e assume um carácter estrutural para o desenvolvimento do país.
“Num país onde o investimento público é um dos principais motores da economia, a sustentabilidade do sector da construção deixa de ser uma questão corporativa e passa a ser um problema de desenvolvimento.”
A organização defende medidas urgentes para regularizar pagamentos, reforçar a transparência nos concursos públicos e garantir condições para a recuperação do sector.





