A FRELIMO defendeu soluções diplomáticas para fazer face aos recentes actos de xenofobia contra cidadãos estrangeiros na África do Sul, com especial preocupação para a situação dos moçambicanos afectados pela violência.
O partido no poder afirma estar a acompanhar com atenção a evolução do fenómeno, que já forçou o regresso de centenas de cidadãos moçambicanos ao país.
Em conferência de imprensa, o porta-voz da Frelimo, Pedro Guiliche, destacou os esforços diplomáticos em curso para lidar com a situação.
Segundo Guiliche, o Presidente da República, Daniel Chapo, deslocou-se recentemente à África do Sul para manter conversações com o seu homólogo, Cyril Ramaphosa, no âmbito da procura de soluções para o problema.
A Frelimo considera que a xenofobia constitui um fenómeno complexo e antigo, que exige uma abordagem abrangente e coordenada entre os Estados da região.
Para o partido, os ataques contra cidadãos estrangeiros colocam em causa os esforços de integração regional, os princípios do pan-africanismo e a visão de unidade defendida pelos países da África Austral.
Educação e sensibilização são fundamentais
Pedro Guiliche defendeu igualmente o reforço das acções de sensibilização junto das comunidades moçambicanas e sul-africanas, considerando que o combate à xenofobia não deve limitar-se apenas à esfera diplomática.
“Há necessidade de compreensão e de um maior refinamento sobre o que significa o exercício dos nossos direitos civis e políticos”, afirmou.
O porta-voz acrescentou que é necessário investir mais na educação cívica e na consciencialização das populações para promover a convivência pacífica e o respeito mútuo entre os povos da região.
A Frelimo entende que a protecção dos cidadãos afectados pela xenofobia passa por uma resposta conjunta entre governos, instituições e sociedades civis, reforçando os valores de solidariedade e integração regional.
O partido defende que o diálogo diplomático, aliado à educação e sensibilização comunitária, constitui o caminho mais adequado para prevenir novos episódios de violência e garantir a segurança dos cidadãos moçambicanos residentes na África do Sul.





