O Instituto para o Desenvolvimento da Aquacultura (IDEPA) está a intensificar a formação de extensionistas nas províncias de Manica, Sofala, Tete e Zambézia, no âmbito do Programa de Desenvolvimento da Aquacultura de Pequena Escala (PRODAPE), com o objectivo de reforçar a assistência técnica às comunidades e acelerar a adopção de práticas aquícolas mais seguras, sustentáveis e inclusivas.
Cerca de 30 técnicos participam actualmente na capacitação, orientada para o fortalecimento das competências no acompanhamento dos produtores e na promoção de modelos de produção que conciliem crescimento económico, protecção ambiental e inclusão social.
O programa de formação abrange matérias consideradas estruturantes para o desenvolvimento responsável da aquacultura, com destaque para salvaguardas ambientais e sociais, aquacultura inteligente, gestão sustentável dos recursos naturais e inclusão social.
Os extensionistas estão igualmente a ser capacitados no uso do Mecanismo de Diálogo e Reclamações, uma ferramenta destinada a melhorar a comunicação com as comunidades, prevenir conflitos e assegurar uma resposta mais eficaz às preocupações locais associadas à implementação dos projectos aquícolas.
Reforço da assistência técnica no terreno
Com esta iniciativa, o IDEPA pretende fortalecer a capacidade de intervenção dos extensionistas no apoio directo aos produtores, nomeadamente na implementação de tecnologias apropriadas, na adopção de boas práticas de maneio e na mitigação de riscos ambientais e sociais.
A capacitação visa ainda assegurar maior uniformidade na aplicação das normas de salvaguarda exigidas pelo PRODAPE, contribuindo para uma actuação mais consistente e alinhada em todas as áreas de intervenção do programa.
A acção em curso sucede a uma capacitação realizada na semana anterior, que envolveu 25 extensionistas das províncias do Norte, evidenciando o compromisso do IDEPA e do PRODAPE com uma abordagem nacional, integrada e contínua no desenvolvimento da aquacultura de pequena escala.
A aposta na formação técnica surge num contexto de crescimento da aquacultura comunitária, tornando-se essencial garantir que a expansão da actividade decorra de forma ambientalmente adequada, socialmente responsável e economicamente viável.
Com extensionistas mais bem preparados, espera-se que um número crescente de famílias abrangidas pelo PRODAPE consiga melhorar a produtividade, aumentar os rendimentos e reforçar a segurança alimentar, contribuindo para o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais e periurbanas.





