Durante a cerimónia de encerramento de três cursos superiores do Instituto Superior de Estudos de Defesa (ISEDEF), o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, clarificou publicamente a situação do terrorismo em Cabo Delgado e destacou o papel das Forças de Defesa e Segurança (FDS) na protecção das comunidades.
A mensagem foi dirigida aos novos graduados do Curso de Defesa Nacional (CDN), do Curso de Estado-Maior Conjunto (CEMC) e do Curso de Promoção a Oficial Superior (CPOS), quadros civis e militares que, a partir de agora, integram a linha técnico-estratégica de apoio à segurança nacional.
Na sua intervenção, Chapo fez questão de evitar interpretações erradas sobre o estado actual da violência armada em Cabo Delgado, sublinhando que, embora a capacidade dos grupos terroristas tenha sido significativamente reduzida, a ameaça ainda não terminou.
“As nossas Forças de Defesa e Segurança estão no terreno a defender o povo destes ataques esporádicos que ainda acontecem na província de Cabo Delgado e que provocam a deslocação das nossas populações”, afirmou Daniel Chapo.
Para prevenir mal-entendidos, reforçou:
“Para que não haja mal-entendidos, queremos clarificar que não estamos a afirmar que já não há terrorismo em Cabo Delgado. Não! Simplesmente, estamos a dizer que as nossas forças estão no terreno.”
ISEDEF forma quadros para enfrentar riscos contemporâneos
O Chefe do Estado destacou que o contexto de ameaças persistentes exige profissionais altamente capacitados, justificando a importância dos cursos agora concluídos.
Ele recordou que o país enfrenta riscos diversos, terrorismo, criminalidade organizada, violência armada, fenómenos climáticos extremos e ameaças híbridas, e que o ISEDEF é chamado a desempenhar um papel científico e estratégico de apoio ao Estado.
Os cursos combinam formação académico-militar, exercícios operacionais e visitas de estudo, preparando os graduados para missões de comando, planificação, coordenação civil-militar e gestão de crises.
Protecção das populações como prioridade nacional
Chapo salientou que a prioridade das FDS continua a ser a protecção das comunidades afectadas, garantindo segurança nas aldeias, estradas e zonas de produção agrícola.
O Presidente explicou que os ataques actuais são dispersos e de baixa intensidade, mas ainda capazes de gerar medo e deslocações. Por isso, frisou, a presença das FDS permanece constante:
- reforço de patrulhas;
- operações de resposta rápida;
- monitoria de rotas e comunidades vulneráveis;
- apoio à retoma da vida económica.
Aos novos oficiais e quadros civis, Chapo deixou um apelo para que usem o conhecimento adquirido para fortalecer a capacidade nacional de prevenção e resposta, sublinhando o papel crucial da inteligência, análise estratégica e coordenação institucional.
O Presidente destacou que a estabilização plena de Cabo Delgado dependerá também do contributo técnico dos profissionais formados no ISEDEF.





