Pelo menos 312 famílias que se encontravam acolhidas no centro de emergência de Chiconanquila, em Matola-Rio, regressaram às suas residências após a verificação das condições mínimas de segurança nas zonas anteriormente inundadas.
O regresso, ocorrido durante o fim-de-semana, foi autorizado pelo Executivo Municipal, na sequência de uma visita técnica aos 17 bairros afectados pelas cheias, provocadas pelas chuvas intensas e descargas fluviais a montante.
O Presidente do Conselho Municipal de Matola-Rio, Abdul Gafur, esclareceu que o centro de acolhimento foi desactivado temporariamente, podendo ser reactivado em caso de novas deslocações.
“Depois de termos recebido informações dos municípios dando conta que as águas haviam baixado nas residências, fomos verificar e permitimos o regresso das famílias, procedendo ao encerramento do centro”, afirmou Gafur.
Apoio humanitário e segurança alimentar
Cada agregado familiar recebeu uma cesta básica composta por arroz, farinha de milho, peixe, óleo alimentar, feijão, massa, sardinha, sabão e pensos higiénicos, com capacidade para suprir necessidades durante cerca de 30 dias.
A edilidade garantiu que continuará a monitorar a situação das famílias reassentadas, apelando à solidariedade institucional e comunitária, dado que muitos perderam bens e meios de subsistência.
Um dos beneficiários, António Chissano, manifestou alívio pelo regresso, mas apelou à prevenção:
“Estou muito contente por voltar para casa. Mas pedimos que o reassentamento seja em áreas seguras para não enfrentarmos o mesmo problema em cada época de chuvas.”
O Município está a trabalhar num plano de reassentamento em zonas seguras, com enfoque na redução da exposição ao risco climático e na melhoria das infra-estruturas de drenagem.
A medida visa garantir condições habitacionais dignas e resilientes, evitando deslocações recorrentes e reforçando a segurança urbana em contextos de emergência.





