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Nova fábrica de gás em Inhassoro promete energia mais barata e acessível para os moçambicanos

Nova fábrica em Inhassoro reduz importações e promete gás mais barato

Por Redacção Checka Moz.

A inauguração da nova Fábrica Integrada de Processamento de Hidrocarbonetos, em Inhassoro, marca o início de uma nova era para a política energética de Moçambique, abrindo caminho para a redução significativa dos preços do gás de cozinha e para o aumento da sua disponibilidade em todo o território nacional. O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, afirmou que o país passa, a partir de agora, a transformar localmente grande parte do gás que antes importava.

Trata-se da primeira unidade industrial do género construída desde a independência, integrando a produção de Gás de Petróleo Liquefeito (GPL), petróleo leve e infra-estruturas que permitirão ampliar o fornecimento de energia para as famílias, para a indústria e para os corredores logísticos nacionais.

Redução de 70% das importações e gás mais barato para as famílias

Um dos anúncios mais relevantes feitos pelo Chefe de Estado foi a redução imediata da dependência externa do país na aquisição de gás doméstico. Antes da entrada em funcionamento da unidade, Moçambique importava praticamente todo o GPL consumido internamente.

Num dos pontos mais fortes do discurso, o Presidente Daniel Chapo declarou:

“Sempre importámos 100% do gás liquefeito para o povo moçambicano. Com esta inauguração, hoje, cerca de 75% já não precisamos importar. Poupamos dinheiro, geramos dinheiro.”

Esta nova capacidade industrial permitirá estabilizar os preços, reduzir custos logísticos e facilitar o acesso das famílias moçambicanas a gás mais barato e seguro, sobretudo nas zonas rurais, onde o consumo de lenha e carvão continua a ser predominante.

O empreendimento gerou 1.685 empregos nacionais durante a construção e deverá garantir 120 empregos directos permanentes, com mais de 80% de contratação local.

O Chefe de Estado destacou que este é um projecto com impacto real para a vida das comunidades de Inhassoro, Govuro, Vilankulo e Massinga, afirmando:

“São oportunidades, formação e rendimento para as nossas famílias, para as mulheres e jovens; e esperança para o povo moçambicano.”

Além disso, foram construídas 45 novas casas numa vila de reassentamento e requalificada a Escola Primária Joaquim Marra, com 12 salas, bloco administrativo, campos desportivos e residência de professores.

Moçambique entra na era da transformação local

A nova fábrica posiciona Moçambique como produtor, transformador e exportador de energia competitiva na região da África Austral. A infraestrutura faz parte do projecto integrado que inclui a Central Térmica de Temane (450 MW), a produção anual de 30 mil toneladas de GPL e cerca de 4 mil barris diários de petróleo leve.

Segundo o Presidente Chapo:

“Estamos a transformar o gás em desenvolvimento. Gás em indústria. Gás em empregos. Gás em dignidade para o povo moçambicano.”

O Chefe de Estado sublinhou ainda que Moçambique inicia uma transição estratégica rumo à independência económica, apostando na industrialização, no processamento local de recursos e no reforço da soberania energética.

O Presidente da República destacou que o objectivo final do Governo é garantir que todas as famílias moçambicanas tenham acesso a energia limpa, segura e a preços comportáveis.

“Levar gás de cozinha ao lar de cada moçambicano é mais do que uma meta logística: é um acto de dignidade nacional.”

A nova fábrica fará parte de um ecossistema energético mais vasto, que inclui a expansão do gás para a indústria, a produção de fertilizantes, o desenvolvimento petroquímico, o reforço dos corredores industriais e a criação de emprego qualificado.

A presença do Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, reforçou o carácter regional do projecto, que aprofunda as ligações energéticas e comerciais entre os dois países.

Segundo Daniel Chapo:

“Moçambique e África do Sul não crescem separados – crescem juntos.”

Esta cooperação fortalece a posição de Moçambique como hub energético da África Austral, ampliando o impacto económico e político da nova infraestrutura.

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