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Moçambique abre espaço aéreo a novos operadores

Concorrência chega aos céus

Por Redacção Checka Moz.

Moçambique deu um passo decisivo para a liberalização e dinamização do sector da aviação civil, ao autorizar a entrada de um novo operador no mercado nacional, abrindo concorrência directa à companhia de bandeira Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).

Trata-se da Solenta/Fastjet, que foi oficialmente licenciada pelo Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM)para operar transporte aéreo regular em rotas domésticas e regionais.

Licença atribuída após revisão do quadro legal

A entrega oficial da Licença de Exploração de Transporte Aéreo Regular teve lugar na tarde da última quarta-feira, numa cerimónia conduzida pelo IACM, marcando o desfecho de um processo que esteve suspenso durante mais de sete meses.

O desbloqueio do licenciamento só foi possível após a aprovação, pelo Governo, do novo Regulamento de Licenciamento das Actividades de Transporte Aéreo e Trabalho Aéreo, durante a 42.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros.

O novo regulamento revoga o Decreto n.º 39/2011, de 2 de Setembro, introduzindo um enquadramento jurídico mais claro, actualizado e alinhado com as exigências actuais do sector.

IACM aponta falhas na legislação anterior

Segundo o Presidente do Conselho de Administração do IACM, Emanuel Chaves, a demora no processo esteve directamente ligada às limitações do quadro legal anterior.

“A legislação em vigor apresentava lacunas que precisavam de ser corrigidas para garantir maior clareza, previsibilidade e segurança jurídica no processo de licenciamento”, explicou Emanuel Chaves.

O responsável sublinhou que a revisão do regulamento permitiu criar condições institucionais adequadas para a entrada de novos operadores, assegurando simultaneamente o cumprimento dos padrões de segurança e de regulação do sector.

Concorrência pode dinamizar o transporte aéreo

A entrada da Solenta/Fastjet no mercado nacional é vista como um sinal de abertura do espaço aéreo moçambicano à concorrência, com potencial impacto positivo na oferta de voos, na conectividade interna e regional, na eficiência operacional e, eventualmente, nos preços praticados.

O Governo e o regulador acreditam que um ambiente mais competitivo poderá contribuir para o fortalecimento do sector da aviação civil, estimular o investimento privado e melhorar a mobilidade de pessoas e bens, num contexto de recuperação económica e integração regional.

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