Os Emirados Árabes Unidos (EAU) manifestaram interesse em apoiar Moçambique na construção de infra‑estruturas hidráulicas, nomeadamente barragens para retenção de águas e mitigação do impacto das cheias, reforçando a cooperação bilateral nos sectores da agricultura e da gestão de recursos hídricos.
A informação foi avançada pela Primeira‑Ministra, Maria Benvinda Levi, durante o balanço da participação de Moçambique na Cimeira Mundial de Governos, realizada em Dubai.
“Os Emirados Árabes Unidos demonstraram disponibilidade para apoiar o nosso país em empreendimentos de retenção hídrica, com vista à redução dos impactos das cheias recorrentes”, afirmou a governante.
Para além das infra‑estruturas hidráulicas, os EAU manifestaram interesse nos sectores da agricultura, da transformação digital e da governação pública, considerados pilares para o desenvolvimento sustentável.
“Entendemos que não é possível um país se desenvolver, nos dias que correm, sem investir na digitalização, comunicação e inteligência artificial”, sublinhou Maria Benvinda Levi, destacando contactos promissores com potenciais investidores agrícolas.
Governação e prestação de serviços
No domínio da governação pública, a Primeira‑Ministra destacou os esforços em curso para melhorar a qualidade da prestação de serviços do Estado aos cidadãos, reforçando a confiança institucional.
“O nosso desafio consiste em fazer com que cada cidadão encontre no Estado um parceiro fiável, capaz de prestar serviços com qualidade”, disse.
A governante realçou ainda a importância da paz e da estabilidade, sobretudo na região norte do país, como factores determinantes para a retoma do investimento.
“A situação de terrorismo afectou o nosso ritmo de desenvolvimento, mas regista‑se uma melhoria. O levantamento da força maior pela TotalEnergies constitui um sinal claro de que é possível retomar os investimentos”, acrescentou.
A valorização dos recursos naturais, associada à paz e à estabilidade, poderá posicionar Moçambique como um país de futuro, capaz de transformar os seus activos em valor concreto para o desenvolvimento.
“Dispomos de hidrocarbonetos, recursos minerais, florestais e hídricos. Se soubermos tirar proveito destes activos, poderemos construir um Moçambique próspero e sustentável”, concluiu Maria Benvinda Levi.





